O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Max Russi (PSB), defendeu que o próximo ministro da Agricultura, caso Flávio Bolsonaro (PL) vença a disputa presidencial, seja de Mato Grosso. Ele declarou apoio tanto ao senador eleito Mauro Mendes (União Brasil) quanto ao empresário Odílio Balbinotti Filho, apontados nos bastidores como possíveis nomes para comandar a pasta em um eventual novo governo.
Para Russi, a força do agronegócio mato-grossense e a contribuição do Estado para a economia nacional justificam a indicação de um representante local para o ministério. Segundo ele, Mato Grosso precisa preservar o protagonismo político em uma das áreas estratégicas para o país.
“Excelente. Eu apoio os dois nomes. Eu acho que Mato Grosso, qualquer nome que for de Mato Grosso, vai ser muito bom para o nosso Estado. Nós não podemos perder uma cadeira importante, um ministério como o da Agricultura, sendo que Mato Grosso é campeão de produção, ajuda a balança comercial, tem uma representatividade muito forte”, afirmou.
O presidente da Assembleia disse esperar que Mauro Mendes ou Odílio Balbinotti seja escolhido para a função, mas ressaltou que também apoiará outro nome mato-grossense, caso surja como opção para o cargo.
“Eu espero que nós possamos ter ou o Odílio ou o Mauro assumindo o ministério. Eu acho que qualquer um que porventura for cogitado, ou outro nome mesmo sendo de Mato Grosso, terá o apoio total do presidente da Assembleia”, declarou.
A possível indicação ganha relevância diante do peso de Mato Grosso na produção agropecuária brasileira e das articulações políticas em torno da formação de uma eventual equipe ministerial de Flávio Bolsonaro. Até o momento, as citações de Mauro Mendes e Odílio Balbinotti permanecem no campo das especulações, sem anúncio oficial de escolha.
Questionado sobre a gestão do atual ministro da Agricultura, Carlos Fávaro (PSD), Russi avaliou que o ciclo do senador à frente da pasta foi encerrado e que uma eventual mudança de governo abriria espaço para novas decisões.
“Não, o Fávaro já encerrou o mandato dele, deu a contribuição dele no momento dele e agora, passando a eleição, vai ser outro momento, outro presidente eleito e ele terá a definição de fazer escolha. Esperamos que ele escolha Mato Grosso, se for ocupar esse cargo”, finalizou.














