domingo, 18 outubro, 2026

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Rosa Neide vê risco de cortes sociais e defende reeleição de Lula

Renato Ferreira

A deputada federal eleita professora Rosa Neide afirmou que a campanha de Lula (PT) no segundo turno deve reforçar o debate sobre programas sociais, educação e saúde. Ao criticar as propostas de redução de gastos atribuídas ao candidato adversário, ela disse que os eleitores precisam cobrar explicações sobre quais áreas seriam atingidas.

“Quando alguém diz que vai tirar 30 bilhões, 50 bilhões, 100 bilhões do orçamento, a gente sabe onde as pessoas da direita tiram”, declarou. Na avaliação dela, cortes dessa natureza podem afetar políticas sociais e serviços públicos.

Rosa Neide afirmou que mais de 1 milhão de pessoas em Mato Grosso estão vinculadas a projetos sociais e sustentou que a continuidade dessas políticas deve estar no centro da discussão eleitoral. Os números e o risco de perda dos benefícios foram apresentados por ela durante a fala.

A deputada eleita também questionou as propostas de mudanças na Constituição e de cortes no orçamento mencionadas em seu discurso. Para ela, a população deve avaliar o impacto dessas medidas antes de decidir o voto.

“Eu vou fazer um corte de bilhões no orçamento, onde vai cortar?”, questionou. “Eu que estava na gestão nacional agora, eu sei que cada centavo é muito discutido para fazer um corte.”

Ao defender Lula, Rosa Neide destacou a experiência do presidente e sua atuação nas relações internacionais. Segundo ela, o segundo turno coloca em disputa dois projetos de país, com diferenças na condução da economia, das políticas sociais e da relação do Brasil com outras nações.

A parlamentar também fez um balanço da participação do PT na eleição em Mato Grosso. Disse que o partido cumpriu o objetivo de recuperar uma cadeira na Câmara dos Deputados e manter sua representação na Assembleia Legislativa, embora não tenha ampliado a bancada estadual.

“Eu, Lúdio e Barranco fomos eleitos, mas não fomos eleitos sozinhos”, afirmou, ao agradecer aos apoiadores. Segundo ela, a prioridade agora é reunir os aliados nos 142 municípios para ampliar a votação de Lula no segundo turno

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