O procurador-geral da Câmara de Cuiabá, Eustáquio Neto, afirmou nesta terça-feira (20) que a Operação Cathedra Venalis, deflagrada pela manhã pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), não interfere, neste momento, na eleição de Ilde Taques (Podemos) à presidência do Legislativo. Ilde e o vereador Alex Rodrigues (Podemos) estão entre os investigados na apuração sobre suspeitas de irregularidades na escolha da Mesa Diretora da Câmara de Várzea Grande.
“O que está sendo investigado atualmente é uma suposta ilegalidade na eleição da Mesa de Várzea Grande. Então, para o momento, certamente isso não interfere em nada na eleição aqui na Câmara Municipal de Cuiabá”, declarou.
Segundo Eustáquio, a Câmara não recebeu notificações para cumprimento de diligências e não foi alvo de buscas ou de outras medidas judiciais nesta terça-feira. Os trabalhos legislativos seguem normalmente.
O procurador informou que a Casa aguardará o avanço das investigações antes de decidir sobre eventuais providências envolvendo os dois parlamentares.
“No momento, nós vamos apenas aguardar e, posteriormente, se sobrevierem informações concretas, aí sim, com certeza, a Câmara tomará as medidas necessárias”, afirmou.
Questionado sobre a possibilidade de um processo administrativo ou de cassação contra Ilde e os eventuais reflexos sobre sua futura presidência, Eustáquio disse que ainda é cedo para antecipar cenários. O vereador foi eleito em 6 de outubro para comandar a Câmara no biênio 2027/2028.
O procurador ressaltou que, até o momento, não há informação de que a investigação alcance a eleição da Mesa Diretora de Cuiabá. Segundo ele, o conhecimento da instituição sobre o caso se limita às informações divulgadas publicamente.
“As informações que nós temos são as mesmas que a imprensa dispõe, que estão disponíveis para toda a população”, disse.
Eustáquio também afirmou que o Legislativo permanece à disposição da Polícia, do Ministério Público e da Justiça para prestar os esclarecimentos solicitados.
A Operação Cathedra Venalis apura suspeitas de compra de votos e a possível atuação de uma organização criminosa na eleição da Mesa Diretora da Câmara de Várzea Grande. Mais de 200 policiais foram mobilizados para cumprir 30 mandados de busca e apreensão em Cuiabá, Várzea Grande e Chapada dos Guimarães.
Entre os investigados estão 13 vereadores de Várzea Grande e os dois parlamentares da Capital. Ilde e Alex confirmaram que tiveram os celulares apreendidos e negaram participação em negociações ilícitas.
Os dois foram abordados pela Polícia Militar após um almoço com vereadores em uma chácara em Várzea Grande. O episódio teria sido o ponto de partida da investigação. Ambos afirmam que participaram de um encontro informal, sem discussão sobre a eleição da Mesa Diretora.














