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VIOLÊNCIA EXTREMA

Abilio diz que PT está “perdendo a cabeça” ao comentar mortes após atos políticos

Patrícia Neves e Renato Ferreira

O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), criticou neste domingo (25) o comportamento de apoiadores do PT ao ser questionado sobre episódios de violência e mortes após atos políticos em Mato Grosso. Durante entrevista à imprensa, ele afirmou que agressões não devem fazer parte da disputa eleitoral.

“Acho que o pessoal do PT está perdendo a cabeça e não deve conduzir a política desse jeito”, declarou. “Acho que a política através da violência, tanto física quanto de outras formas, eu acho que ela não vai conduzir um bom resultado.”

Na resposta, Abilio afirmou ter visto um carro, conduzido por alguém que identificou como petista, avançar contra duas crianças em uma calçada na saída de uma manifestação. O prefeito não detalhou o local nem apresentou, na entrevista, elementos que permitissem verificar o episódio.

Ele também mencionou uma suposta tentativa de agressão contra um apoiador do PL durante uma manifestação ao longo da semana. “Eu vejo eles partindo para cima de outras pessoas. Eu acho que essas atitudes deles de violência não vão levar a nada”, afirmou.

O questionamento ocorreu após um tiroteio deixar dois homens mortos e outros dois feridos na noite de sábado (24), no pátio do Posto Prata, em Porto Esperidião. A confusão aconteceu horas depois de uma carreata em apoio a Flávio Bolsonaro. Apesar da proximidade com o ato, o delegado regional de Cáceres, Higo Rafael, afirmou que, até aquele momento, não havia elementos que apontassem motivação política.

As vítimas foram identificadas como Anderson Pires Bolandin, de 35 anos, e Sebastião Dusso Braga, de 64. Anderson morreu após ser socorrido. Sebastião foi transferido em estado grave para Cáceres e teve a morte confirmada na manhã deste domingo.

Segundo os relatos registrados pela Polícia Militar, a discussão evoluiu para agressões físicas e disparos. A Polícia Civil investiga a sequência dos fatos e a responsabilidade dos envolvidos. Na entrevista, Abilio não apresentou informações sobre os autores dos tiros nem estabeleceu uma ligação comprovada entre o caso e os episódios que atribuiu a petistas.

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