O União Brasil, partido do ex-governador de Mato Grosso e senador eleito Mauro Mendes, anunciou nesta terça-feira (27) apoio à reeleição do senador Davi Alcolumbre (União-AP) à presidência do Senado Federal. A decisão foi oficializada pela Federação União Progressista, formada pelo União Brasil e pelo Progressistas (PP), por meio de uma nota assinada pelos presidentes nacionais das duas siglas, Antônio Rueda e Ciro Nogueira.
Apesar do posicionamento da federação, Mauro Mendes ainda não se manifestou publicamente sobre quem pretende apoiar na disputa pelo comando do Senado, cuja eleição está marcada para 1º de fevereiro de 2027. O ex-governador de Mato Grosso assumirá o mandato de senador na mesma data.
Na nota, os dirigentes partidários justificaram o apoio a Alcolumbre destacando sua experiência política e capacidade de articulação. Segundo a federação, a continuidade do senador à frente da Casa representa estabilidade institucional e equilíbrio político.
A decisão também interfere nas articulações de outros parlamentares interessados na presidência do Senado, especialmente da senadora Tereza Cristina (PP-MS), que integra um dos partidos da federação e é apontada como possível candidata ao cargo.
Com o anúncio, Tereza fica sem o respaldo oficial da aliança partidária à qual pertence. Entretanto, a decisão não impede que ela dispute a presidência, já que o regimento do Senado permite candidaturas independentemente de indicação partidária.
Outro nome mencionado nas articulações é o senador Rogério Marinho (PL-RN), que também aparece como possível adversário de Alcolumbre na eleição interna.
Para vencer a eleição, o candidato precisará conquistar pelo menos 41 votos, maioria absoluta dos 81 senadores. A votação é secreta, o que significa que os parlamentares não são obrigados a seguir a orientação de seus partidos. Dessa forma, mesmo com o apoio oficial do União Brasil, o voto de Mauro Mendes dependerá de seu posicionamento individual.
















