Além da prisão preventiva de Sergio Ricardo, o Superior Tribubal de Justiça (STJ) determinou o afastamento de outros quatro conselheiros do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) no âmbito da Operação Tomada de Contas, deflagrada pela Polícia Federal para investigar suspeitas de corrupção envolvendo contratos públicos e pagamentos dentro da instituição.
Além de Sérgio Ricardo, perderam temporariamente as funções os conselheiros Guilherme Antonio Maluf, corregedor-geral do tribunal, José Carlos Novelli e Alisson Alencar. As decisões foram determinadas pelo ministro Og Fernandes, do STJ, que também autorizou buscas e apreensões contra integrantes da Corte.
O conselheiro aposentado Valter Albano também entrou na mira da investigação. Ele foi alvo de busca e apreensão e, conforme as informações iniciais, teria sido afastado da presidência da Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento do tribunal.
A operação provocou uma intervenção policial na sede do TCE-MT, no Centro Político e Administrativo, em Cuiabá. Agentes federais estiveram no prédio durante a manhã, com restrição de acesso e suspensão do expediente.
Além do presidente do tribunal, a operação atingiu integrantes da estrutura administrativa. Também foram presos preventivamente Grhegory Paiva Pires Moreira Maia, consultor jurídico-geral do TCE; Felipe José Glinke e Adriangelo Barros Antunes, servidores; Roseli Loss, secretária executiva; e Gustavo Fernandes da Silva.
A Polícia Federal mobilizou mais de 180 agentes para cumprir seis mandados de prisão preventiva e 26 de busca e apreensão em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo. O STJ também autorizou o afastamento de sigilos e o sequestro de bens.
Contratos teriam sido usados para pressionar empresas
A investigação apura se a possibilidade de suspender contratos administrativos era utilizada para pressionar fornecedores e exigir vantagens indevidas. Os policiais também investigam suspeitas de favorecimento a determinadas empresas na liberação de recursos públicos e divergências nos valores pagos a prestadores de serviços.
Outro eixo da apuração envolve movimentações financeiras consideradas atípicas, incluindo saques frequentes em dinheiro vivo. A PF busca identificar possíveis conexões entre depósitos bancários, retiradas em espécie e operações relacionadas aos contratos sob suspeita.
Os fatos investigados podem configurar crimes contra a Administração Pública, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
















