sexta-feira, 30 outubro, 2026

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Diego vê intimidação do STF na saída de Flávio Bolsonaro do Brasil: “se ele não faz isso, seria preso”

Gustavo Castro e Renato Ferreira

O deputado estadual Diego Guimarães (Republicanos) afirmou que Flávio Bolsonaro (PL) deixou o Brasil por considerar que estava sendo intimidado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A declaração foi feita nesta quarta-feira (28), antes da sessão da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), após a confirmação de que o senador chegou aos Estados Unidos com a família.

“Ele saiu porque mandou buscar, não, negativo, aquilo ali foi uma clara atitude de intimidação do Alexandre Moraes”, afirmou Diego, ao comentar a saída do senador do país.

O deputado também disse acreditar que Flávio poderia ser preso caso não tivesse deixado o Brasil. “Se o Flávio não faz isso, ele seria preso”, declarou. Para ele, a decisão judicial foi ‘excessiva’ e contribui para o desequilíbrio entre as forças políticas do país.

A saída ocorreu dois dias depois de Moraes determinar que Flávio entregasse seus passaportes à Polícia Federal (PF) e ficasse proibido de deixar o Brasil. A medida foi tomada no âmbito de uma investigação que apura suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo o senador e o advogado Willer Tomaz. Ambos negam irregularidades.

Flávio não cumpriu o prazo para entregar os documentos, e a PF cancelou os passaportes brasileiros. Na noite de terça-feira (27), ele cruzou a fronteira com a Argentina e embarcou em um avião particular com destino a Guayaquil, no Equador. De lá, seguiu para Miami, nos Estados Unidos, onde chegou nesta quarta-feira com a mulher e as filhas.

Diego questionou se Moraes teria adotado a mesma medida caso Flávio tivesse vencido a eleição presidencial. “Será que o Alexandre Moraes daria essa decisão se o Flávio tivesse ganhado eleição no último domingo? Eu duvido muito”, disse.

O parlamentar também criticou o que classificou como “perseguição” do Supremo e afirmou que o Senado deve atuar para restabelecer o equilíbrio entre os Poderes.

“Hoje nós temos realmente, a balança está extremamente desequilibrada dentro da nação brasileira”, declarou.

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