Integrantes de uma facção criminosa de Mato Grosso atuavam como olheiros e auxiliavam um grupo de outros estados nos furtos a caixas eletrônicos e na movimentação do dinheiro. A informação foi detalhada pelo delegado Igor Sasaki nesta quinta-feira (5), em Cuiabá, durante entrevista sobre a Operação Círculo Vicioso.
Segundo o delegado, os criminosos que chegavam ao Estado buscavam apoio local para executar os ataques e colocar os valores furtados em circulação, por meio de depósitos em diferentes contas bancárias.
“Essas pessoas que foram presas daqui faziam esses serviços”, afirmou Sasaki. A polícia, porém, ainda não esclareceu como ocorria a aproximação entre os grupos. “A gente não identificou a forma como eles recrutavam essas pessoas. A gente sabe que essas pessoas são daqui e que apoiaram esses indivíduos que vieram de fora.”
A investigação identificou seis furtos a caixas eletrônicos em Cuiabá e Várzea Grande, entre novembro de 2025 e fevereiro de 2026. Os equipamentos estavam instalados em estabelecimentos comerciais e instituições financeiras.
Conduzida pela GCCO e pela Draco, a operação reúne 74 medidas judiciais, incluindo dez mandados de prisão preventiva e 18 de busca e apreensão. As ordens são cumpridas em Mato Grosso, Santa Catarina e Maranhão. Os prejuízos já informados pelos estabelecimentos chegam a aproximadamente R$ 239 mil.
Ao todo, a polícia identificou seis furtos na região metropolitana. Sasaki afirmou que ainda não foi possível esclarecer como os alvos eram escolhidos e que não há funcionários dos estabelecimentos entre os investigados. “Até agora, nenhum funcionário de estabelecimento comercial ou financeiro é investigado”, declarou.









