Da Redação
A Câmara de Cuiabá cassou, pela segunda vez, a vereadora Edna Sampaio (PT) pela prática de “rachadinha” pelo uso irregular da verba indenizatória do chefe de gabinete. Foram 19 votos favoráveis, um contrário e cinco ausências. Na primeira vez que perdeu o mandato, Edna foi cassada por 20 votos favoráveis e nenhum contra.
Além de perder o mandato, a petista fica inelegível por oito anos.
A parlamentar tentou suspender a sessão na Justiça, mas teve o pedido negado. Por não não comparecer e nem enviar um representante legal para defendê-la, o presidente da Câmara, Chico 2000 (PL), elegeu o advogado e analista do Legislativo, Pedro Henrique Nunes de Oliveira, para fazer a defesa de Edna na tribuna.
Votaram favoráveis os vereadores Adevair Cabral (Solidariedade); Cezinha Nascimento (União Brasil); Chico 2000 (PL); Demilson Nogueira (PP); Dilemário Alencar (União Brasil); Luiz Fernando (União Brasil); Eduardo Magalhães (Republicanos); Felipe Correia (PL); Jefferson Siqueira (PSD); Kassio Coelho (Podemos); Lilo Pinheiro (PP); Marcos Britto (PV); Maysa Leão (Republicanos); Michelly Alencar (União Brasil); Rodrigo Arruda e Sá (PSDB); Rogério Varanda (PSDB); Sargento Joelson (PSB); Sargento Vidal (PSB) e Wilson Kero Kero (PMB).
Só o vereador Renivaldo Nascimento (PSDB) votou contrário ao parecer da comissão processante. Estavam ausentes os vereadores Didimo Vovô (PSB); Marcrean Santos (MDB); Paulo Henrique (PV); Mário Nadaf (PV) e Edna Sampaio (PT).
O caso veio à tona em maio do ano passado quando vazaram prints de conversas dela com a ex-chefe de gabinete, Laura Abreu. Conforme trechos das conversas divulgadas, em 2023 a parlamentar recebeu pelo menos R$ 20 mil em transferências feitas por Laura.
Um áudio mostrava o marido da vereadora, Willian Sampaio, cobrando que a então chefe de gabinete fizesse a transferência do dinheiro para a vereadora.
Durante oitiva na Comissão de Ética, Laura disse que o dinheiro era transferido em sua totalidade para uma conta em nome da parlamentar. Posteriormente, Edna confessou que todas as quatro chefes de gabinete da parlamentar eram orientadas a devolver a verba indenizatória que recebiam em sua conta bancária pessoal.



