NÃO TEM MAIS DINHEIRO
Mendes garante que não aumentará proposta pela Santa Casa e estuda alternativas
Kamila Arruda e Renato Ferreira
O governador Mauro Mendes (União), confirmou nesta terça-feira (3) que o Estado não aumentará a proposta de R$ 25 milhões para a compra da Santa Casa caso a comissão de credores da instituição não aceite a oferta.
Segundo Mendes, o valor apresentado representa o limite possível dentro das contas públicas e o principal objetivo do governo é assegurar a continuidade dos serviços de saúde prestados pelo hospital.
“Essa foi a melhor oferta que o governo podia fazer. Se não for aceita, já estamos trabalhando em outras alternativas. O importante é manter os serviços em funcionamento”, declarou. Caso a proposta seja aprovada, o pagamento será realizado à vista.
O processo de execução, conduzido pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT-MT), envolve cerca de 860 ações trabalhistas, com débitos estimados em dezenas de milhões de reais. O prazo para manifestação dos credores encerrou nesta terça-feira (03).
Além da proposta do governo estadual, o imóvel recebeu outras três manifestações de interesse. A primeira, feita em janeiro pelo Instituto São Lucas, gestor do Hospital Regional Hilda Strenger Ribeiro, em Nova Mutum, ofereceu R$ 20 milhões, sendo R$ 15 milhões à vista e o restante parcelado em seis meses.
A segunda proposta veio do Instituto Evangelístico São Marcos, de Santos (SP), prevendo R$ 40 milhões, com carência de 12 meses para início do pagamento, seguido de parcelas mensais fixas de R$ 500 mil.
A Prefeitura de Cuiabá também deu um lance de R$ 30 milhões. O valor seria levantado pelo prefeito Abilio Brunini (PL) por meio de uma parceria com os deputados estaduais, que asseguraram emendas para comprar o hospital.
Todas as ofertas serão avaliadas pela juíza Eliane Xavier, responsável pela Coordenadoria de Apoio à Efetividade da Execução do TRT-MT, antes da decisão final da Justiça.



