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CENÁRIO MONTADO

Escândalo de licitações no Araguaia leva investigação ao NACO após citação de autoridades

Kamila Arruda

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A Polícia Civil de Mato Grosso declinou da competência do inquérito da Operação Cenário Montado para o Núcleo de Ações de Competência Originária (NACO) após a citação de pessoas com prerrogativa de foro nas investigações. O procedimento tramita sob sigilo e aguarda análise do Poder Judiciário.

Segundo a corporação, a mudança de instância ocorre quando surgem indícios envolvendo autoridades com foro privilegiado, o que exige que a apuração passe a tramitar em órgãos responsáveis por investigar agentes públicos com esse tipo de prerrogativa.

O Núcleo de Ações de Competência Originária (NACO) é um grupo operacional permanente do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), que atua em parceria com a Polícia Judiciária Civil no combate a crimes envolvendo autoridades com foro privilegiado, desvio de recursos públicos e organizações criminosas.

A investigação faz parte da Operação Cenário Montado, que apura um suposto esquema de direcionamento de licitações para contratação de shows artísticos em prefeituras da região.

Na segunda fase da operação, o vereador Rauflis Mello (PSD), de Pontal do Araguaia, foi um dos alvos da investigação. O parlamentar reassumiu o mandato na noite de segunda-feira (2), após permanecer 62 dias afastado do cargo, em razão de decisão judicial.

O retorno ocorreu após decisão favorável obtida no Supremo Tribunal Federal (STF), uma vez que o pedido de retorno ao mandato havia sido negado anteriormente em primeira e segunda instâncias.

Relatório cita diálogo sobre show gratuito em fazenda de prefeito

Um relatório técnico da Polícia Judiciária Civil de Mato Grossoregistrou a existência de diálogos que mencionam a realização de um show gratuito na fazenda do prefeito de Pontal do Araguaia, Adelcino Francisco Lopo (MDB).

O conteúdo foi extraído do celular do empresário Renan Carlos Rodrigues da Silva e integra o Inquérito Policial nº 63.4.2025.1676, que está em fase final de conclusão.

De acordo com o documento, em conversa por aplicativo de mensagens, o então secretário municipal e pregoeiro Alessandro dos Santos Oliveira afirma que “o prefeito Adelcino queria o show”. Na sequência, orienta que a apresentação fosse realizada sem cobrança, dizendo: “faz isso que você ganha mais moral”. Em outro trecho da conversa, acrescenta: “mas todo evento você que vai fazer”.

Adelcino Lopo, prefeito de Pontal do Araguaia citado em conversa via Whatsapp, segundo relatório da Polícia Civil.

As mensagens aparecem em um relatório parcial que analisa tratativas envolvendo organização de pregões, uso de atas de registro de preços e articulações relacionadas a eventos promovidos pela prefeitura de Pontal do Araguaia. O diálogo é apresentado no contexto de outras conversas sobre contratações públicas.

O episódio integra o conjunto de elementos investigados no âmbito da Operação Cenário Montado, que apura a atuação de um grupo suspeito de fraudes em contratos públicos na região do Araguaia.

Em dezembro do ano passado, a Justiça de Mato Grosso determinou o afastamento cautelar do vereador Rauflis Mello, que também foi secretário municipal, e do servidor Alessandro dos Santos Oliveira, que atuava diretamente em procedimentos licitatórios. Ambos são apontados como ligados ao prefeito Adelcino Lopo.

A operação investiga suspeitas de crimes contra a administração pública, incluindo fraudes em licitações, manipulação de pesquisas de preços, simulação de concorrência e superfaturamento em contratos relacionados à prestação de serviços e fornecimento de estruturas para eventos.

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