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TABULEIRO ELEITORAL

Mesmo sem Bolsonaro, Pivetta lidera corrida por maior arco de alianças ao governo

Kamila Arruda

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O vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) pode até ficar sem o apoio do ex-presidente da República Jair Bolsonaro (PL), mas deve despontar como o postulante ao Palácio Paiaguás com o maior arco de alianças. Além do próprio Republicanos, partido ao qual é filiado, ele deve receber o aval de Progressistas, PSDB, PRD, PMN e Podemos.

O União Brasil, legenda do governador Mauro Mendes, ainda é uma incógnita nessa coligação. Isso, porque embora o próprio chefe do Executivo estadual e alguns deputados estaduais já tenham declarado apoio a Pivetta, o senador Jayme Campos (União) segue trabalhando nos bastidores para viabilizar sua candidatura ao governo do Estado nas eleições deste ano.

Diante desse cenário, a definição do caminho que o União Brasil irá seguir deve ocorrer apenas entre o final de julho e o início de agosto, período em que acontecem as convenções partidárias.

Já com o apoio de Bolsonaro assegurado, o senador Wellington Fagundes (PL) deve ser o representante do campo da direita na disputa majoritária em Mato Grosso. Até o momento, além do próprio PL, o Novo também caminha ao lado do parlamentar.

No último final de semana, o congressista esteve na Papudinha visitando o ex-presidente, e ao deixar o presídio, confirmou que Boslonaro deu o aval a sua candidatura, mesma diante da resistência de algumas lideranças liberais de Mato Grosso, que defendem aliança com Pivetta.

Nos bastidores, há ainda uma articulação para que o MDB integre o arco de alianças de Fagundes. Nesse cenário, a deputada estadual Janaina Riva (MDB), nora do senador, poderia disputar o Senado na segunda vaga da chapa, que já conta com o deputado federal José Medeiros (PL) como pré-candidato.

A parlamentar, contudo, enfrenta resistência de algumas lideranças do MDB, especialmente na esfera estadual. Por isso, também não está descartada uma composição do partido com Jayme Campos, o que poderia fortalecer o senador na corrida pelo comando do Palácio Paiaguás.

Pelo campo da esquerda, o nome colocado para a disputa ao governo do Estado é o da médica Natasha Slhessarenko (PSD). Ela já conta com o apoio da Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PV e PCdoB, além do PSOL.

Apesar de todo desenho e articulação, as coligações só devem ser fechadas, de fato, nas convenções partidárias.

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