DE FORMA INTERINA
Secretário de Obras assume Educação e mira reforma das escolas em Cuiabá
Da redação - Kamila Arruda / Da reportagem local - Renato Ferreira
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), confirmou que o secretário municipal de Obras, Reginaldo Teixeira, assumirá interinamente a Secretaria de Educação a partir do dia 31 de março. A mudança ocorre com a saída de Amauri Monge, que deixará o cargo para se dedicar à campanha eleitoral.
A principal justificativa da gestão é a necessidade de acelerar melhorias estruturais nas unidades escolares da rede municipal. Segundo o prefeito, a prioridade neste momento não está apenas na área pedagógica, mas na recuperação física das escolas e na regularização de serviços básicos.
“Nosso foco hoje na Educação é infraestrutura. Precisamos colocar as escolas para funcionar adequadamente, resolver pendências e garantir condições mínimas para alunos e servidores”, afirmou nesta terça-feira (1).
Reginaldo Teixeira acumulará as duas pastas, Obras e Educação, durante o período interino. A escolha, de acordo com Abilio, se baseia no perfil técnico do secretário, considerado apto para conduzir intervenções estruturais e organizar demandas administrativas urgentes da rede.
Além das obras, a gestão também enfrenta problemas na entrega de uniformes e kits escolares. O prefeito cobrou publicamente a empresa responsável pelo fornecimento, alegando descumprimento de prazos contratuais.
“A prefeitura está fazendo a sua parte, mas a empresa precisa cumprir o que foi acordado. Não dá para marcar data e não entregar”, criticou.
Transição e indefinição no comando
Apesar da mudança imediata, o prefeito deixou claro que ainda não definiu quem será o titular definitivo da Educação. A escolha deve ocorrer sem pressa, enquanto a equipe atual mantém a continuidade dos trabalhos.
Abilio também indicou que pretende contar com apoio de outros nomes ligados à área, como Jefferson Neves e Johnny Everson, secretários de Cultura e Esportes, respectivamente, além da equipe técnica já existente na pasta, para garantir estabilidade durante a transição.
A permanência de Reginaldo no cargo, no entanto, dependerá do cenário político. Caso ele decida disputar as eleições, terá que se afastar da função dentro do prazo legal de desincompatibilização, no início de abril.



