AUTORIZADO POR MM
Governo eleva oferta para R$ 30 milhões e tenta destravar impasse da Santa Casa
Da redação - Kamila Arruda / Da reportagem local - Renato Ferreira
O Governo de Mato Grosso decidiu subir para R$ 30 milhões a proposta de compra do prédio da Santa Casa de Cuiabá, atendendo a um apelo dos credores trabalhistas da unidade de saúde. A informação foi confirmada nesta quarta-feira (18) pelo secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, que revelou autorização do governador Mauro Mendes (União) para ampliar o valor e acelerar a solução do impasse.
A decisão foi tomada após reunião com os credores na última segunda-feira (16). Na oportunidade, eles fizeram uma contraproposta para que o governo do Estado elevasse o valor inicial do lance de R$ 25 milhões para R$ 30 milhões, tendo em vista os débitos trabalhistas que a Santa Casa ainda possui.
“Houve uma reunião com a participação da Secretaria de Saúde com os credores da antiga Santa Casa, que fizeram um apelo, que argumentaram ao Governo do Estado que ampliasse a proposta para 30 milhões, o que facilitaria eles a liquidar quase toda dívida existente no portfólio dos credores”, explicou Gilberto.
O secretário detalhou que levou a demanda diretamente ao governador e destacou a importância estratégica da unidade para a rede pública estadual. “Eu tive ontem com o governador, conversei longamente com ele sobre a importância que esse equipamento de saúde tem para o Estado, ele me autorizou a ofertar os R$ 30 milhões. Eu já autorizei e torço que esse assunto seja resolvido o mais rápido possível para que possamos fazer os investimentos e colocar em operação aquele plano operativo que nós anunciamos”, completou.
Além da nova proposta, o secretário ressaltou que o Estado já destinou recursos significativos para manter o funcionamento da unidade desde que assumiu a gestão. “Nós já repassamos pela utilização da Santa Casa mais de 33 milhões. Com mais esses 30, significa 63 milhões que o Estado investiu para amortizar os créditos que os trabalhadores que lá trabalharam têm direito. Então, acredito que agora os credores possam fazer análise e espero que isso seja resolvido”, pontuou.



