OUTRA VEZ 2018?
Caminhoneiros admitem “greve” com alta dos combustíveis; Movimento pode começar hoje
Muvuca Popular
Caminhoneiros de diversas regiões do país voltaram a se mobilizar nas redes sociais contra os sucessivos reajustes nos combustíveis, especialmente o diesel, que impacta diretamente os custos do transporte. A articulação também reacende o alerta para uma possível paralisação nacional, caso as demandas da categoria não sejam atendidas.
A mobilização ocorre em meio à insatisfação com o aumento dos preços e às dificuldades no repasse dos custos do frete, cenário que pressiona motoristas autônomos e empresas do setor.
A posição da categoria foi confirmada por Wallace Landim, conhecido como Chorão, presidente da Associação Brasileira de Condutores de Veículos Automotores, após reunião realizada nesta quarta-feira (18). Segundo ele, os caminhoneiros aguardam a publicação de medidas do governo federal antes de definir os próximos passos.
Entre os principais pontos em discussão estão o cumprimento do piso mínimo do frete e o reforço na fiscalização, promessa feita pelo ministro dos Transportes, Renan Filho. A categoria também cobra esclarecimentos sobre outras demandas, como mudanças na política de pedágios e ações relacionadas ao preço do diesel.
O movimento atual traz à memória um dos episódios mais marcantes da história recente do país. Há cerca de oito anos, em 21 de maio de 2018, o Brasil vivia o início da greve dos caminhoneiros, que provocou desabastecimento, impactos econômicos e paralisou diversos serviços em todo o território nacional.
Entre as medidas anunciadas pelo governo federal está o reforço na fiscalização do piso mínimo do frete, política considerada essencial pelos caminhoneiros para garantir remuneração mínima nas operações de transporte de carga.
O ministro dos Transportes, Renan Filho, anunciou que a fiscalização será intensificada para assegurar o cumprimento da tabela de frete. Empresas que descumprirem o piso poderão sofrer penalidades mais rígidas, incluindo autuações e até restrições para operar no transporte rodoviário de cargas.
Com CNN



