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DISPUTA AO SENADO

De saída, Mauro Mendes sobe o tom, critica passado e pavimenta candidatura ao Senado

Muvuca Popular

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Em tom de despedida, mas com forte recado político, o governador Mauro Mendes afirmou que entrega o comando de Mato Grosso “com a tranquilidade de quem fez o que precisava ser feito”, ao mesmo tempo em que alerta para o risco de retrocesso no pleito deste ano e já projeta os próximos passos rumo ao Senado.

“Hoje deixo o Governo com a tranquilidade de quem fez o que precisava ser feito. E, mais importante, com a segurança de que Mato Grosso continuará no rumo certo”, declarou.
Na sequência, endureceu o discurso: “O povo mato-grossense já viu esse filme e sabe o que acontece quando escolhemos maus gestores. Mato Grosso não pode voltar à época da corrupção e da incompetência”.

A partir desta terça-feira (31), o Estado passa a ser comandado pelo vice-governador Otaviano Pivetta, aliado direto de Mendes ao longo dos últimos anos. O agora ex-governador fez questão de reforçar a confiança no sucessor. “Tenho absoluta confiança de que ele dará continuidade a esse trabalho com seriedade, equilíbrio e responsabilidade”, disse.

No artigo, Mendes faz um balanço de sua gestão iniciada em 2019, quando, segundo ele, encontrou um Estado “quebrado”, com salários atrasados e crise fiscal. Sem citar diretamente adversários, atribui os problemas a “duas gestões desastrosas” anteriores.

Ele sustenta que houve uma virada estrutural nas contas públicas e na capacidade de investimento. “Consertamos o Estado. Nos tornamos nota A+ no Tesouro Nacional”, afirmou, citando ainda obras de infraestrutura, avanços na saúde e melhora nos indicadores educacionais.

Entre os principais pontos destacados, o ex-governador menciona a execução de “mais de 7 mil quilômetros de asfalto novo”, a ampliação da rede hospitalar e a evolução da educação estadual, que teria saído da 22ª para a 8ª posição no país. Também cita ações sociais por meio do programa SER Família, liderado pela primeira-dama Virginia Mendes.

Apesar do tom de prestação de contas, o texto ganha contornos eleitorais ao longo da argumentação. Mendes defende que o momento exige “atenção” nas escolhas políticas e reforça que o Estado não pode “voltar atrás”.

“Precisamos escolher representantes que tenham compromisso com resultados, com trabalho sério e com responsabilidade. Gente que respeite o dinheiro público”, afirmou.

Ao final, ele praticamente oficializa o próximo movimento político: a construção de uma candidatura ao Senado. “Agora sigo em uma nova missão, voltada à construção de uma futura candidatura ao Senado”, escreveu.

Mendes ainda amplia o discurso para o cenário nacional ao criticar o que chama de “leis frouxas e atrasadas”, afirmando que pretende atuar para endurecer regras e combater a impunidade.

A saída do governador ocorre após sete anos e três meses à frente do Palácio Paiaguás e abre um novo capítulo na disputa política em Mato Grosso, com reflexos diretos nas eleições de 2026.

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