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DOR NA ALMA

“Como pude esquecer a minha vida naquela carro?”, pai pede perdão ao filho morto

Muvuca Popular

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“Agora vou ter que respirar fundo. Preciso te pedir perdão. Já pedi perdão a Deus e aqueles que te amam. Como pude esquecer a minha vida daquele carro? Por que isso aconteceu com você, meu filho? E por que dessa forma?” O trecho, carregado de dor e culpa, abre a carta escrita pelo professor Jofram Oliveira após a morte do filho, o pequeno Levi José Trindade Oliveira, de três anos, em uma tragédia registrada no dia 19 de março, em Rondonópolis.

A criança morreu após ser esquecida dentro do carro no estacionamento da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), onde o pai havia chegado para lecionar. Segundo a apuração, o menino permaneceu no veículo por horas. A Polícia foi acionada por volta das 17h30, quando o professor retornou ao carro e encontrou o filho já sem vida. Em estado de choque, ele precisou de atendimento médico.

A carta, que circula nas redes sociais e tem comovido familiares e a população, é marcada por lembranças, declarações de amor e um pedido de perdão que atravessa todo o texto.

“Meu filhinho, começo essa carta dizendo que tenho o maior orgulho do mundo em ser seu papaizito, para sempre serei.”

Ao longo do relato, o pai relembra a chegada do filho, descrevendo-o como um presente em um momento de dor da família.

“Você chegou em nossas vidas no momento em que mais precisávamos de você. Quando nossos corações ainda chorava a partida do seu avô José, da sua tia Jó e do seu tio Júnior. Você foi muito desejado por toda a sua família e sua chegada nos virou pelo avesso.”

Ele também narra detalhes da gestação e do nascimento, destacando o esforço da mãe e o vínculo afetivo que marcou a família desde o início.

“Sua mãe foi uma guerreira, teve que tomar injeções todos os dias enquanto você estava na barriguinha dela. […] Foi um forninho abençoado por Deus que preparou para os nossos maiores presentes.”

O texto traz ainda memórias do comportamento da criança e do carinho com familiares, especialmente com a mãe e a avó. “Confesso que nunca vi um amor tão lindo quanto o seu com a sua mãe. Puro, forte, intenso, visceral.”

“Certamente ela jamais vai esquecer do seu rostinho lindo, dizendo na cama: ‘Bom dia, vovózinha’, para depois voltar a dormir mais um pouquinho.”

Em outro trecho, o pai relembra uma frase dita pelo menino, que ganhou ainda mais peso após a tragédia.“Mamãe, eu nunca vou abandonar você. Eu jamais esqueci.”

O momento mais doloroso da carta, no entanto, retorna ao reconhecimento da falha e ao peso da perda. “Meu mundo explodiu. Meu coração quebrou em mil pedaços. E eu perdi minha identidade.”

“Deus me deu um tesouro para amar e cuidar e eu me descuidei. Perdão, meu amor. Perdão, meu filhinho.”

O pai afirma que carregará a dor para o resto da vida e relata o impacto emocional da tragédia. “Desejei profundamente trocar de lugar com você. Senti a maior vergonha que jamais imaginei ser capaz de sentir.” Apesar da dor, ele também menciona o apoio recebido após o ocorrido.

“Fui resgatado por meio do amor misericordioso da sua mãe, do abraço dessas pessoas que nos acolheram, das orações dos amigos e até de pessoas que nem conhecemos.”

Ao final, a carta se encerra com uma última declaração de amor. “Serei eternamente grato por ser o seu papaizito.”

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