DÍVIDA DE R$ 633 MILHÕES
Após pedir mediação na Justiça, Grupo Lermen não chega a acordo com credores
Muvuca Popular
Após ingressar com o pedido de negociação, o Grupo Lermen não firmou acordo com credores após a audiência de mediação antecedente realizada no final de abril, no Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (CEJUSC). A ação judicial reúne empresas e membros da família Lermen para reestruturar passivos junto a dezenas de credores do agronegócio e do sistema financeiro.
Com dívidas de R$ 633 milhões, o grupo atua nos setores de mineração, agropecuária, transporte, logística fluvial e participações societárias.
Diante do impasse e da tentativa de evitar a recuperação judicial, o grupo informou que pretende dar continuidade às negociações por meio de audiências individuais com os credores, em busca de soluções específicas que possam destravar um eventual acordo.
Participaram das tratativas instituições financeiras e empresas relevantes da cadeia produtiva, incluindo Itaú Unibanco, Santander, Bradesco, Caixa Econômica Federal, Banco Safra, além de companhias como John Deere, Syngenta, Sagel Comércio, FMC e Sumitomo Chemical.
Ao justificar os débitos, o grupo alegou que a situação foi motivada pela restrição de crédito bancário a partir do final de 2022 e, sobretudo, ao longo de 2023, quando instituições financeiras teriam passado a limitar a concessão de novos financiamentos e a impedir a renovação de operações já existentes.
Também apontou como fatores relevantes o investimento de aproximadamente R$ 40 milhões na construção de um armazém e a ocorrência de eventos climáticos adversos , especialmente a seca na safra 2023/2024, que teria provocado perda superior a 400 mil sacas de soja.
Durante a audiência, os credores São Pedro Agropecuária e Banco Bradesco S.A. afirmaram não ter interesse na continuidade do procedimento de mediação multipartes. As audiências individuais já foram marcadas e devem ocorrer no prazo de um mês, com os credores relacionados.


