ATINGIDO COM SETE TIROS
“Se ele achava que não era policial, por que atirou?”, questiona viúva de PM morto; Veja
O julgamento do investigador da Polícia Civil Mário Wilson Vieira da Silva Gonçalves, acusado de matar o policial militar Thiago de Souza Ruiz, foi marcado por forte emoção e declarações contundentes da viúva da vítima, a investigadora da Polícia Civil Valquíria Corrêa.
Durante depoimento como informante no Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá, nesta terça-feira (12), Valquíria questionou a versão apresentada pela defesa e afirmou que o desprezo pela vida do policial militar foi “muito notável”.
“Se ele achava que não era policial militar, por que atirou? Por que não perguntou ou pediu apresentação?”, declarou emocionada.
O julgamento começou às 9h e ocorre sob esquema especial de segurança no Fórum de Cuiabá. O réu responde por homicídio qualificado, com agravantes de motivo fútil e recurso que dificultou a defesa da vítima.
Ao relembrar a madrugada do crime, ocorrido em abril de 2023 em uma conveniência nas proximidades da Praça 8 de Abril, Valquíria contou que recebeu uma ligação da Polícia Militar por volta das 5h da manhã informando que Thiago havia sido baleado.
“Lamentavelmente, a Polícia Militar me ligou às 5 horas da manhã pedindo para eu ir até o Hospital Jardim Cuiabá porque o Thiago tinha sido alvejado. Até então eu não sabia que tinha sido um policial civil”, disse.
Ela relatou ainda o impacto da notícia dentro de casa e o desespero da filha do casal.
“Minha filha estava dormindo comigo, ouviu o telefone e perguntou: ‘O que aconteceu com meu pai?’. Eu tentei acalmá-la, mas fiquei muito nervosa”, afirmou.
Segundo Valquíria, somente na Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) teve acesso às imagens das câmeras de segurança que registraram o crime.
“O doutor Facinelli me mostrou o vídeo. Naquele momento me causou muita revolta porque a demonstração de frieza e desprezo pela vida da vítima foi muito notável”, declarou.
De acordo com as investigações, Thiago Ruiz estava em uma conveniência acompanhado de amigos quando encontrou o investigador Mário Wilson. Imagens de segurança mostram os dois conversando antes do crime. Conforme o inquérito, em determinado momento, Thiago mostrou a arma que carregava na cintura e, em seguida, o investigador teria tomado o revólver e efetuado os disparos.
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