JORNADA DE TRABALHO
Setores produtivos rejeitam redução para 36 horas e defendem negociação coletiva
Muvuca Popular
Representantes da indústria, comércio, transporte, agropecuária, saúde e educação defenderam, nesta segunda-feira (18), que qualquer redução da jornada de trabalho no Brasil seja discutida por meio de negociação coletiva e não por alteração direta na Constituição Federal.
O posicionamento foi apresentado durante audiência pública realizada na Câmara dos Deputados, que debate propostas de emenda à Constituição que preveem a redução da carga horária semanal de 44 para 36 horas e o fim da escala 6×1.
Durante o encontro, representantes dos setores produtivos alertaram para possíveis impactos econômicos caso a mudança ocorra sem planejamento ou compensações relacionadas à produtividade.
O diretor da Confederação Nacional da Indústria, Alexandre Furlan, afirmou que uma redução sem corte salarial poderia elevar custos de produção e afetar diretamente os preços ao consumidor.
“A redução sustentável da jornada deveria ser consequência de ganhos de produtividade e não um ponto de partida”, declarou.
As PECs em discussão na Câmara propõem mudanças nas regras trabalhistas e vêm gerando debate entre empresários, trabalhadores e parlamentares sobre impactos econômicos, geração de empregos e qualidade de vida dos trabalhadores.


