GUARDARAM MÁGOAS
Briga de vereadoras em Várzea Grande termina com registros de boletim de ocorrência
Thalyta Amaral e Renato Ferreira
A briga entre as vereadoras Gisa Barros (Pode) e Rosy Prado (União), que começou no plenário da Câmara de Várzea Grande na sessão de terça-feira (19), terminou com as duas parlamentares registrando boletins de ocorrência uma contra a outra.
Na tribuna, Gisa cobrou explicações de Rosy, pois esta teria afirmado que quem votasse na chapa de Wanderley Cerqueira para a presidência da Câmara faria parte de uma quadrilha. Rosy respondeu à colega, alfinetou o passado da vereadora e acabou indo embora da sessão.
Nesta quarta-feira (20), Rosy se manifestou sobre o caso e esclareceu que não falou em quadrilha e que apenas encaminhou para quatro vereadores uma matéria em que as investigações do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) apontavam para a formação de uma quadrilha na Câmara de Várzea Grande.
“Ela tem que perguntar para os promotores e delegados, porque a matéria que ela ontem me acusou, foi a matéria que saiu daqueles áudios da Câmara falando que tinha formado uma quadrilha lá na Câmara, mas não é a vereadora Rosy Prado que está falando isso. Meu Deus, quem sou eu? Jamais falaria em uma situação dessa”, explicou.
Prado acusou ainda a colega de ter problemas pessoais com ela. “O problema comigo não é político, é pessoal. Mas eu não sei, eu gostaria de perguntar assim para ela, porque eu não tenho essa resposta, eu não tenho nada contra a vereadora Gisa Barros”.
A parlamentar disse ainda que se envergonha da discussão, que chegou a ser transmitida pelo YouTube da Câmara.
“Eu aqui em público, eu quero até pedir desculpa para a população de Várzea Grande. Porque eu acho que eu deveria ter me contido, mas eu sou um ser humano, sou pecadora, cheia de defeitos. E ela me pegou assim, eu não estava preparada”, se desculpou.


