AGRONEGÓCIO
Mato Grosso chama atenção dos EUA com avanço da produção de etanol de milho
Muvuca Popular
O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) recebeu nesta sexta-feira (29) a visita de representantes do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (United States Department of Agriculture – USDA). O encontro teve como objetivo promover a troca de informações sobre o mercado de biocombustíveis em Mato Grosso, especialmente no avanço da produção de etanol.
Participaram da visita Timothy O’Neil, economista de agricultura do USDA, e Thiemi Hayashi, especialista no agro. Eles foram recebidos pelo superintendente do Imea, Cleiton Gauer, que apresentou dados e projeções sobre o setor de etanol no estado, com destaque para o crescimento da produção a partir do milho.
De acordo com as estimativas do Imea, a produção de etanol de milho em Mato Grosso deverá atingir 6,18 milhões de metros cúbicos na safra 2025/26, avanço de 9,89% em relação ao ciclo anterior. Já a produção de etanol de cana-de-açúcar deve alcançar 1,09 milhão de metros cúbicos, crescimento de 1,37%. Juntos, os dois segmentos devem levar a produção estadual de etanol a 7,27 milhões de metros cúbicos, um aumento de 8,52% na comparação com a safra anterior.
As perspectivas para os próximos anos também foram apresentadas à equipe do Departamento de Agricultura dos EUA. As projeções do Imea indicam que Mato Grosso poderá alcançar a produção de 15,02 milhões de metros cúbicos de etanol até a safra 2033/34. Isto é, o dobro do volume estimado para a temporada atual.
Para o superintendente do Imea, Cleiton Gauer, a visita dos americanos reforça o reconhecimento internacional do trabalho desenvolvido pelo instituto e amplia as oportunidades de intercâmbio técnico entre as instituições.
“Para nós, o principal é fortalecer um relacionamento construído ao longo do tempo. Essa foi a primeira visita que recebemos deles aqui no Instituto, mas já tivemos oportunidades de intercâmbio com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos. Esse reconhecimento demonstra que estamos no caminho certo, desenvolvendo estudos e informações de qualidade com os recursos que temos disponíveis”, destacou.
Segundo Cleiton, o encontro também permitiu apresentar aos representantes norte-americanos sobre os impactos do crescimento da produção brasileira no mercado internacional.
“Foi uma oportunidade de mostrar o que temos feito, entender os interesses deles e perceber o quanto acompanham de perto o desenvolvimento do setor não só do Brasil, mas do nosso estado. Houve questionamentos sobre os impactos do crescimento do etanol de milho, as exportações norte-americanas de etanol para o Nordeste brasileiro e como o aumento da oferta brasileira pode influenciar o mercado internacional nos próximos anos”, afirmou.


