AUMENTO DE 11,93%
Águas Cuiabá condiciona revisão tarifária a investimentos e fim de esgoto na Lagoa Encantada
Thalyta Amaral e Renato Ferreira
O diretor-presidente da Águas Cuiabá, Leonardo Menna, afirmou à imprensa nesta terça-feira (23) que o reajuste de 11,93% na prestação de serviços é necessário por causa dos prejuízos acumulados pela concessionária nos últimos anos. Em troca de o caso não ser judicializado, a Águas Cuiabá quer aumentar o pacote de serviços, como a devolução da Lagoa Encantada para o município.
“Com essa aplicação, sem acontecimento, sem nenhum ato que suspenda essa aplicação, a concessionária vai estar disposta a trocar por outros investimentos, como, por exemplo, que é um pedido que o prefeito me fez há algum tempo, a questão da Lagoa Encantada. Eu posso avaliar internamente a questão de deixar de lançar esgoto na Lagoa Encantada, mandar para um tratamento em outra estação”, explicou Menna.
A proposta é deixar de fazer o tratamento do esgoto na Lagoa Encantada e devolver o espaço para que a Prefeitura possa utilizar como espaço público em até três anos, com investimento de R$ 50 milhões.
A concessionária se compromete ainda, de acordo com o diretor-presidente, a investir entre R$ 10 milhões e R$ 15 milhões em ligações intradomiciliares. “Estou falando de um investimento total de R$ 65 milhões que não estava previsto em contrato inicialmente”.
Entre os argumentos da concessionária para justificar o reajuste está o investimento, apenas de 2017 a 2023, de R$ 1 bilhão, com água tratada em 100% dos bairros e cobertura de esgoto no patamar de 80%.
“Não adianta olhar só o ganho daqui para frente. Precisa olhar o prejuízo da concessionária para trás também, ou seja, do passado, de não aplicação desses 11,93%. Nós ainda estamos apurando quais são os valores envolvidos”, argumentou Menna.
Outro ponto citado pelo diretor-presidente da Águas Cuiabá é um novo procedimento que será implantado. “Nós vamos criar um controle de qualidade específico para a qualidade do asfalto. Logo, o órgão vai ter um veículo ou dois rodando a cidade para controlar todo o pavimento que a gente faz”.


