CASO VALLEY
Pena baixa de bióloga que matou dois em atropelamento revolta família e amigos das vítimas
Thalyta Amaral
A pena baixa da bióloga Rafaela Screnci da Costa Ribeiro, condenada a seis anos em regime semiaberto pelas mortes de Myllena de Lacerda Inocêncio e Ramon Alcides Viveiros em um atropelamento em 2018, em frente à boate Valley, em Cuiabá, causou revolta em familiares e amigos das vítimas.
Isso porque, apesar da pena de seis anos, Rafaela não ficará presa, já que não existe unidade prisional para o regime semiaberto. A maior restrição da bióloga é a proibição do direito de dirigir até o cumprimento integral da pena.
No Instagram, a mãe de Ramon, Regina Viveiros, havia postado nesta terça-feira (23) as expectativas para o julgamento. Após a condenação, ela respondeu a um comentário no mesmo post: “condenada a pena baixíssima. Seis anos por matar duas pessoas e ferir gravemente uma terceira”.

Quem também mostrou sua indignação nas redes sociais foi Renatha Pelissari, amiga de Ramon. “O caso tem oito anos, a assassina pegou pena de seis anos para cumprir em casa, vendo TV, respondendo em liberdade (ela faz isso desde o dia 1 desses oito anos). Segue a vida, segue prestando concursos e as vítimas, além de tudo, tiveram que ingressar com uma ação judicial para que fossem custeados os remédios”.
“Rafaela é fria. Por incontáveis vezes mentiu olhando nos olhos do sr. Mauro Viveiros (pai da vítima Ramon), que estava na figura de assistência à acusação (…) É uma sensação de impunidade que não sei mensurar”, argumentou ainda Renatha.


