OPERAÇÃO PUER DEFENSUS
Empresário preso por abuso contra crianças tinha “ajuda” de ‘amiga’ de mãe das vítimas
Nickolly Vilela
Uma mulher presa na semana passada por aliciar crianças para exploração sexual era amiga da mãe de uma das vítimas e frequentava a casa da família. A informação foi revelada nesta quarta-feira (15) pelo delegado Thiago Meira, durante entrevista sobre a Operação Puer Defensus, que resultou na prisão preventiva de Fábio Serafim, de 42 anos, em Sorriso (420 km de Cuiabá), investigado por estupro de vulnerável e crimes relacionados à produção e armazenamento de material de exploração sexual infantojuvenil.
Segundo o delegado, foi justamente a investigação que levou à prisão da mulher que permitiu à Polícia Civil identificar o empresário. A análise do celular da suspeita e as informações prestadas por ela durante o inquérito reuniram elementos que fundamentaram o pedido de prisão preventiva.
De acordo com Thiago Meira, a mulher mantinha relação de confiança com a família de uma das vítimas. Ela frequentava a residência, tinha acesso às crianças e, posteriormente, passou a aliciá-las para atender aos interesses do empresário investigado.
“A mãe conhecia essa mulher. Ela era amiga da família e ia à casa. Foi a partir das desconfianças da mãe e do avanço da investigação que conseguimos esclarecer os fatos”, afirmou o delegado.
Ainda conforme o delegado, até o momento a Polícia Civil identificou três vítimas diretamente relacionadas ao empresário. Ele ressaltou que não há qualquer vínculo familiar entre o investigado e as crianças.
O delegado informou ainda que o empresário negou as acusações no momento da prisão e alegou ser vítima de uma armação. Apesar disso, segundo ele, a investigação reuniu provas suficientes para embasar a prisão preventiva e o cumprimento dos mandados de busca e apreensão.
Durante a operação, os policiais apreenderam armas de fogo, munições, celulares, computadores, mídias de armazenamento, fitas VHS e outros equipamentos, que passarão por perícia para aprofundar as investigações e verificar a existência de outras vítimas ou envolvidos.


