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CLIMA ESQUENTOU

Jayme diz que votação para apoiar Pivetta não tem respaldo no estatuto e vê “manobras”

Do local: Renato Ferreira

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O senador Jayme Campos (União) criticou nesta quinta-feira (30) a decisão de colocar em votação um eventual apoio do União Brasil à candidatura do governador Otaviano Pivetta (Republicanos). Segundo ele, a proposta não possui respaldo no estatuto do partido, já que nenhum pedido formal de coligação foi apresentado dentro do prazo previsto.

Sem citar nomes, Jayme afirmou que houve “manobras” nos bastidores da convenção, mas disse que prefere deixar o episódio para trás e apostar na decisão dos convencionais.

“Estou tão confiante que essas pessoas vieram aqui para votar em quem representa de fato o nosso partido e o povo de Mato Grosso. Independente de toda e qualquer manobra que houve até então, isso para mim está superado.”

O senador argumentou que o estatuto exige que pedidos de coligação sejam protocolados até três dias antes da convenção, o que, segundo ele, não ocorreu. Por isso, defende que a candidatura própria deveria ser homologada sem necessidade de votação.

“Não existe nenhuma proposta protocolada. Então, por que colocar em votação uma coisa que não existe estatutariamente, juridicamente e legalmente? Tinha que ser por aclamação.”

Jayme também afirmou que poderia questionar judicialmente mudanças envolvendo os convencionais aptos a votar, mas descartou provocar embates jurídicos.

“Poderia até ter um questionamento jurídico, mas não vou entrar com questão de ordem. Não vou buscar desentendimento.”

Durante a entrevista, o senador ainda criticou integrantes da legenda que, segundo ele, priorizam interesses pessoais em detrimento do partido.

“Não vou chamar ninguém de traidor. Mas tem pessoas que não têm espírito partidário. Tem gente que trata partido como se fosse cartório, apenas para registrar candidatura.”

Apesar das críticas, Jayme garantiu que aceitará o resultado da convenção, independentemente do desfecho.

“Aceitei a regra. Não vou recorrer. Quem vai votar, vai votar com a própria consciência. Eu respeito a decisão da maioria.”

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