ALERTA NA CAPITAL
Nova Canaã e Osmar Cabral estão entre bairros com maior risco de infestação pelo Aedes aegypti
Muvuca Popular
A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, identificou redução no risco geral de infestação pelo Aedes aegypti na capital, mas algumas regiões ainda apresentam índices elevados e exigem atenção. O 2º Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa) de 2026 classificou Cuiabá como de Médio Risco, enquanto sete dos 27 estratos avaliados permanecem em situação de Alto Risco.
Realizado entre os dias 26 e 29 de maio, o levantamento inspecionou 10.929 imóveis distribuídos pelos 27 estratos do município. O Índice de Infestação Predial (IIP) geral ficou em 3,4%, uma melhora em relação ao levantamento realizado no início do ano, quando Cuiabá estava classificada em Alto Risco.
Entre os pontos que mais preocupam a Vigilância em Saúde está a Região Norte, onde o Estrato 26 apresentou o maior índice de infestação da capital, com IIP de 7,0%. A área engloba bairros como Nova Canaã, Residencial Paraná, Três Barras, Colina Verde, Jardim Umuarama, Altos da Glória e 1º de Março.
Na Região Sul, o Estrato 2 registrou 6,4%, segundo maior índice do levantamento. A área inclui bairros como Osmar Cabral, São Francisco, Jardim Passaredo, Lagoa Azul, Primor das Torres e Parque Mariana, além de outros residenciais e condomínios.
Já na Região Leste, o Estrato 10 apresentou IIP de 5,9%, abrangendo bairros como Dom Aquino, Poção, Bandeirantes, Jardim Paulista e Lixeira.
Ao todo, sete dos 27 estratos analisados, o equivalente a 25,9%, estão em Alto Risco, com índice superior a 3,9%. Outros 18 estratos, correspondentes a 66,7%, estão classificados como de Médio Risco. Apenas dois estratos, que abrangem as regiões da Guia e Sucuri, apresentaram baixo risco, com índice inferior a 1%.
O levantamento também identificou os principais tipos de locais que favorecem a reprodução do mosquito. Os depósitos de água ao nível do solo, como barris e caixas d’água baixas, concentram 36,9% dos focos. Em seguida aparecem os depósitos relacionados ao lixo urbano, com 27,6%, e os depósitos móveis, como vasos de plantas, pratinhos e bebedouros, com 21%.
Paralelamente ao levantamento, as equipes da Vigilância de Controle Vetorial mantêm ações de inspeção, tratamento e eliminação de criadouros. Em 2026, 673.856 imóveis já foram vistoriados em Cuiabá. As ações resultaram no tratamento de 72.284 locais, além de 81.080 depósitos tratados com larvicidas e 19.398 possíveis criadouros eliminados.
Para a secretária municipal de Saúde, Deisi Bocalom, a redução do índice geral não significa que os cuidados possam ser deixados de lado, principalmente nas áreas classificadas como de Alto Risco.
“Mesmo com a redução do risco geral de infestação, os índices registrados em algumas regiões mostram que o mosquito continua presente e exige atenção. É fundamental que os moradores façam uma vistoria frequente dentro e no entorno das casas, eliminando qualquer recipiente que possa acumular água, mantendo caixas d’água bem fechadas, limpando calhas e evitando o descarte irregular de lixo. Pequenos cuidados realizados de forma contínua são essenciais para impedir a formação de criadouros e reduzir a circulação do Aedes aegypti em Cuiabá”, destacou.
Apesar da melhora na classificação geral, a presença de áreas com índices elevados mantém o alerta para a necessidade de eliminar recipientes que possam acumular água. A Prefeitura de Cuiabá reforça que o combate ao Aedes aegypti depende da atuação contínua das equipes de vigilância e da participação da população dentro e no entorno dos imóveis.



