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NA DISPUTA

Bortolin propõe ampliar hemodiálise no interior e reduzir viagens de até mil quilômetros

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O candidato a deputado estadual Léo Bortolin (MDB) defende a ampliação dos serviços de hemodiálise no interior de Mato Grosso por meio de convênios entre prefeituras e clínicas particulares. A proposta busca atender pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) que atualmente precisam percorrer longas distâncias, até três vezes por semana, para realizar o tratamento.

A situação atinge principalmente moradores de municípios afastados dos principais centros. Em cidades como Aripuanã e Colniza, na região noroeste do estado, pacientes renais precisam viajar para Tangará da Serra ou Cuiabá em busca de atendimento especializado. Alguns deslocamentos chegam a aproximadamente mil quilômetros.

“Imagine precisar disso três vezes por semana e ter que pegar estrada toda vez. É uma rotina desgastante, e não é só para o paciente, é para a família inteira”, afirmou Bortolin.

O candidato propõe descentralizar os serviços de média e alta complexidade por meio da contratação de clínicas privadas pelas prefeituras, com atendimento custeado pelo SUS. Segundo ele, o modelo já foi adotado em Primavera do Leste durante sua gestão como prefeito.

No município, uma parceria com uma clínica de nefrologia permitiu que os pacientes passassem a realizar as sessões de hemodiálise sem precisar viajar para Rondonópolis. A unidade também começou a receber moradores de cidades próximas, como Paranatinga.

“Essa também era a realidade de Primavera do Leste. Nós resolvemos o problema, e é essa experiência que quero levar para todo o estado”, declarou.

Um dos pacientes atendidos no município foi o professor Rogério Luís Bauer, de 57 anos, diagnosticado com câncer metastático e insuficiência renal crônica. Durante um ano e meio, ele realizou três sessões semanais de hemodiálise, com quatro horas de duração cada.

Todo o tratamento ocorreu pelo SUS, desde a entrada pela Unidade de Pronto Atendimento (UPA) até o acompanhamento pela Central de Regulação. Para Rogério, a possibilidade de receber atendimento perto da família foi determinante durante o tratamento.

“Foi o que me manteve vivo. Poder fazer o tratamento aqui, perto da família, foi um grande ganho para nós enquanto pacientes, porque antes era preciso ir para Rondonópolis”, relatou.

Segundo o professor, evitar as viagens representou mais do que uma facilidade logística. “Além da dor e do sofrimento que carregamos, evitar esses deslocamentos foi um avanço humanitário”, afirmou.

Bortolin avalia que o mesmo modelo pode ser implantado em municípios como Colniza e Aripuanã, reduzindo o desgaste físico e emocional dos pacientes, além das despesas das prefeituras com transporte sanitário.

“É inadmissível que um paciente de Colniza ou de Aripuanã tenha que atravessar o estado para fazer um serviço essencial à vida. A saúde no interior não pode depender de estrada”, disse.

Ex-prefeito de Primavera do Leste por dois mandatos e ex-presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Bortolin afirma que a interiorização dos serviços de saúde será uma das prioridades de sua atuação caso seja eleito. Ele disputa uma vaga na Assembleia Legislativa pelo MDB, com o número 15115.

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