SEM ATAQUES
Pivetta destaca mulheres, Natasha mira feminicídios e Wellington promete concluir obras paradas
Os candidatos ao Governo de Mato Grosso apresentaram propostas e discursos voltados à participação feminina, ao enfrentamento da violência contra a mulher e à retomada de obras públicas durante o programa eleitoral desta quarta-feira (9). Em comum, mas o espaço eleitoral segue sem ataques.
O governador Otaviano Pivetta (Republicanos), que busca a reeleição, destacou a presença de mulheres na gestão estadual e apresentou ao eleitorado sua candidata a vice-governadora, Gisela Simona (União Brasil).
“Em pouco tempo à frente do governo, Pivetta ampliou ainda mais a presença das mulheres nos espaços onde as decisões são tomadas”, afirmou a locutora do programa.
Em depoimento, Gisela ressaltou sua trajetória profissional e declarou apoio ao candidato.
“Eu sou cuiabana, mulher negra, advogada e servidora pública há 25 anos. Com a minha trajetória, trago uma luta gigante. Estou ao lado de Pivetta porque acredito nele. É um dos políticos mais eficientes do Brasil”, afirmou.
Combate à violência
Já a candidata Dra. Natasha (PSD), da coligação Mato Grosso para Todos, concentrou o programa no enfrentamento à violência contra a mulher. Entre as propostas apresentadas está a criação do Protocolo Estadual de Prevenção ao Feminicídio, destinado ao acompanhamento de mulheres ameaçadas ou agredidas.
“Não dá mais para aceitar que as mulheres em Mato Grosso continuem vivendo sob medo, ameaça e violência dentro e fora de casa”, declarou.
Natasha também propôs a criação da Rede Mulher Viva, que pretende integrar delegacias especializadas, Defensoria Pública, assistência social e psicológica, exames e abrigos em diferentes regiões do estado.
“A mulher que sofre violência precisa encontrar acolhimento, segurança e solução em um único lugar”, afirmou.
Obras paradas
Já o senador Wellington Fagundes (PL) apresentou um plano para retomar e concluir obras paralisadas em Mato Grosso. A proposta prevê a realização de mutirões, com prioridade para creches, escolas e unidades de saúde. “Obra parada é transtorno para a população, é dinheiro público jogado fora. No meu governo, vamos fazer mutirões para concluir todas as obras, começando pelas creches, escolas e obras de saúde”, disse Wellington.
O programa exibiu depoimentos de moradores afetados por empreendimentos inacabados, incluindo o caso de uma escola demolida para dar lugar a uma nova unidade cuja construção não teria sido concluída.
Wellington também apresentou a meta de pavimentar mil quilômetros de rodovias por ano e substituir pontes de madeira por estruturas de concreto. O programa citou sua participação na viabilização da Ponte Sérgio Motta, de mais de 60 pontes de concreto e da duplicação de trechos das BRs 163 e 364.



