CRÍTICAS AO STF
Abilio aponta urnas como resposta à crise no STF e defende renovação da Corte
Muvuca Popular
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), afirmou que os conflitos registrados na sessão do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta semana, mostram, na avaliação dele, que mudanças na Corte dependem das eleições para presidente da República e para o Senado.
“A solução é nas urnas, a solução agora no resultado eleitoral, que a gente escolherá um novo presidente que escolherá quatro novos ministros e que a gente também escolherá senadores que vão corrigir o curso do Supremo Tribunal Federal”, declarou.
A sessão do STF foi marcada por bate-boca entre os ministros André Mendonça e Gilmar Mendes e terminou sem uma decisão sobre a possibilidade de investigação contra Alexandre de Moraes. O ministro Flávio Dino pediu vista durante a análise sobre se os casos envolvendo Moraes e Mendonça deveriam ser julgados juntos ou separadamente. O placar parcial ficou em 4 votos a 3 pela tramitação separada.
Para Abilio, o episódio reforça a necessidade de mudança no comando político do país. “Se a gente não mudar o Senado e não mudar a presidência da República, o Supremo não vai mudar sua conduta”, afirmou.
O prefeito fez, porém, uma distinção entre o STF enquanto instituição e os ministros que integram a Corte. “Lembrando que o problema não é a instituição, é aqueles que estão lá usufruindo do direito dela”, disse.
Disputa pela Câmara
Abilio também comentou a disputa pela presidência da Câmara de Cuiabá e reafirmou apoio à vereadora Paula Calil (PL), atual presidente da Casa.
Segundo ele, os vereadores que integram o grupo de Paula têm “13 votos” e ainda avaliam medidas judiciais para tentar manter a parlamentar no cargo.
“Eu falei pros vereadores: o que vocês decidirem tem meu apoio. (…) Se vocês querem lutar até o fim, porque ainda tem muitas opções judiciais até o fim, eu acredito que a gente tem esse projeto, ela vai lutar até o fim e nós vamos lutar”, afirmou.
Abilio também foi questionado sobre uma eventual eleição de Jeferson Siqueira para a presidência da Câmara. Ele disse não considerar o vereador uma ameaça individual, mas criticou a possibilidade de um grupo de oposição assumir o comando do Legislativo.
“Não acredito que seja ele a ameaça. O grupo que tá com ele é um problema porque é um grupo de oposição. Então imagina um grupo de oposição tomando a presidência da Câmara. É um prejuízo pra nossa gestão. Com certeza”, declarou.



