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SENADO 2027
Medeiros declara voto em Rogério Marinho para presidir Senado e promete impeachment de ministros do STF
Gustavo Castro e Renato Ferreira
O senador eleito por Mato Grosso, José Medeiros (PL), declarou que vai votar em Rogério Marinho (PL-RN) para a presidência do Senado Federal, na eleição marcada para 2 de fevereiro de 2027. A escolha representa uma oposição à permanência de Davi Alcolumbre (União-AP), atual presidente da Casa, que também articula a própria reeleição.
Ao anunciar o voto, Medeiros afirmou que a mudança no comando do Senado será uma de suas primeiras prioridades ao assumir o mandato.
“E o compromisso que eu faço aqui com os mato-grossenses é muita coragem, muito trabalho e, acima de tudo, já declarar o meu voto aqui pro Senado. Pra presidência do Senado no dia 2 de fevereiro, vai ser no Rogério Marinho, não vai ser no Davi Alcolumbre”, afirmou.
Na sequência, o senador eleito disse que pretende defender, já no início da próxima legislatura, a abertura de processos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), citando nominalmente Alexandre de Moraes e Flávio Dino.
“E mais, da gente já começar esse ano que vem, já no começo do ano, processo de impeachment do ministro Alexandre de Moraes e Flávio Dino e dessa galera”, declarou.
A declaração ocorre em meio à pressão de setores da oposição para que o Senado dê andamento aos pedidos de impeachment contra integrantes do STF. Em setembro, Alcolumbre afirmou que havia 109 pedidos de impeachment contra ministros da Suprema Corte.
O presidente do Senado é criticado por oposicionistas por não dar andamento aos pedidos. Atualmente, não há prazo estabelecido para que o presidente da Casa decida sobre essas denúncias, o que permite que elas permaneçam sem análise. Marinho, que lidera a oposição no Senado, apresentou proposta para estabelecer prazos para a tramitação dos pedidos.
Para Medeiros, a mudança na presidência é necessária para alterar o que ele classificou como uma postura “omissa” do Senado. O senador eleito resgatou um protesto realizado durante seu mandato anterior, quando apareceu em uma fotografia com os olhos, os ouvidos e a boca cobertos.
Segundo Medeiros, a imagem simbolizava, na avaliação dele, um Senado que não estaria ouvindo, vendo ou se manifestando diante de determinados acontecimentos.
“Muita gente da oposição não quis entender, o eleitor entendeu. Tanto é que essa votação se mostra o seguinte: eu estava dizendo, o Senado está fechado, está com o olho fechado, com o ouvido tampado e a boca fechada. Não nos ouve, não vê o que está acontecendo e não fala nada”, afirmou.
Além da mudança no comando do Senado e dos processos de impeachment, Medeiros apontou a segurança jurídica e uma revisão da reforma tributária como prioridades para o próximo mandato.
“Então, a prioridade é mudar a presidência do Senado. Em seguida, segurança jurídica. E logo em seguida, mudar a reforma tributária que foi aprovada, que Mato Grosso não sobrevive com ela”, declarou.



