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Estatais sob controle da União pagam salário médio de R$ 34 mil

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Entre as 46 estatais controladas pela União, as três empresas que pagam o maior salário médio a seus funcionários são a Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA), o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Petrobras, é o que aponta um relatório obtido pelo jornal O Estado de S. Paulo.

Segundo o levantamento, o salário médio na PPSA chega a R$ 34 mil, ante R$ 31 mil do BNDES e R$ 25 mil da Petrobras. Nesta última, há um caso de funcionário cujos vencimentos ultrapassam a cifra de R$ 145 mil mensais — e não se trata de um cargo de diretoria.

De acordo com o Ministério da Economia, os altos salários resultam de incorporações de benefícios nos vencimentos, muitas vezes obtidos por decisão judicial.

A quarta colocada no ranking das estatais que pagam mais é a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento Regional, com um salário médio de R$ 20,7 mil.

Apesar de não serem servidores públicos e com direito ao FGTS, os funcionários de quatro estatais gozam de estabilidade no emprego, assegurada por acordos salariais válidos por determinado período. São elas: Petrobras, BNDES, Companhia Docas do Pará e a Eletrobras.

Em relação à estatal de energia, que está na fila para ser privatizada, a estabilidade vale para um grupo de funcionários. No período que vai de novembro de 2021 a abril deste ano, cerca de 11,6 mil servidores da empresa não podem ser demitidos.

Os dados são referentes a 2020 e trazem os benefícios apenas dos empregados (diretores não foram incluídos no levantamento). O gasto com pessoal passa de R$ 96 bilhões para quase 454 mil servidores federais de todas as estatais.

A maior lista de benefícios fica por conta do BNDES e da Petrobras. O banco, por exemplo, oferece dois tipos de auxílio para compra de comida (cesta alimentação e refeição), que, somados, chegam a quase dois salários mínimos A estatal petrolífera, por sua vez, paga 100% de remuneração de adicional de férias, valor superior aos 33,3% previstos em lei.

“Essas empresas são da sociedade brasileira, e as pessoas têm o direito de saber e perguntar: ‘Está barato?’ Pelo menos ele tem o dado certo para formar a opinião dele”, afirma o secretário de Coordenação e Governança das Empresas Estatais do Ministério da Economia, Ricardo Faria, que defende uma maior fiscalização sobre a concessão dos benefícios.

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