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Lula critica privatizações, promete acabar com teto de gastos e é alvo de protestos em Juiz de Fora

Da Redação

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) desembarcou em Juiz de Fora, em Minas Gerais, por volta das 10h30. Ele era esperado por apoiadores e manifestantes contrários à presença dele na cidade onde o presidente Jair Bolsonaro (PL) foi esfaqueado por Adélio Bispo de Souza, durante a campanha eleitoral de 2018. Ao longo do dia houve protestos na cidade. O momento mais tenso foi quando um policial militar chegou a apontar uma arma não letal para um manifestante da esquerda. Durante o dia, o ex-presidente criticou as privatizações e prometeu acabar com o teto de gastos caso seja eleito em outubro de 2022.

Em evento com reitores, Lula recebeu um documento elaborado pela associação nacional dos dirigentes das instituições federais de ensino superior, com as principais demandas para as universidades públicas brasileiras. Em discurso, Lula garantiu que, se ele voltar ao poder, não haverá mais teto de gastos. “Não haverá teto de gastos no nosso governo. Não que eu vá ser irresponsável, gastar para endividar o futuro da nação, não. É porque nós vamos ter que gastar aquilo que é necessário na produção de ativos produtivos, de ativos rentáveis, e a educação é um ativo rentável, é a coisa que dá o retorno mais rápido para que a gente possa produzir. Quem vai derrubar o gasto com relação ao PIB é o crescimento econômico, não o quadro orçamentário”, defendeu.

Lula ainda participou de uma plenária popular. Do lado de fora houve mais tensão entre manifestantes pró e contra o ex-presidente. O petista fez ameaças a quem planejar privatizar a Petrobras. “Pare de tentar privatizar as nossas empresas públicas. Quem se meter a comprar a Petrobras vai ter que conversar conosco depois da eleição. Pare de tentar privatizar a Eletrobras. Porque se não fosse a Eletrobras não teria o programa Luz Para Todos, que custou ao povo brasileiro R$ 20 bilhões e só pode ser feito porque a empresa era pública. Pare de privatizar os Correios. Não tem que privatizar o Banco do Brasil, a Caixa Econômica, o BNDES, o BNB”, argumentou. Lula também voltou a criticar Bolsonaro e criticou o que chamou de autoritarismo do atual presidente da República. “O Bolsonaro fala em golpe todo dia. O Bolsonaro fala em golpe, a imprensa fala em golpe. Ele vai ver o golpe que ele vai sofrer no dia 2 de outubro. O povo brasileiro vai dar um golpe no autoritarismo dele e vai restabelecer a democracia neste país”, disse.

 

Fonte: Jovem Pan

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