DE OLHO EM 2026
Júlio Campos minimiza pesquisas eleitorais e diz que cenário ainda é incerto em Mato Grosso
Nickolly Vilela
O deputado estadual Júlio Campos (União) minimizou o peso das pesquisas eleitorais divulgadas recentemente em Mato Grosso e afirmou que o cenário político ainda está “muito longe de ser definido”. A declaração foi dada nesta segunda-feira (4), ao comentar levantamentos que medem a intenção de voto para o Governo e o Senado em 2026.
“Não dá para confiar nessas pesquisas agora. Nós estamos há um ano e meio da eleição e nem sabemos ainda quem serão os candidatos”, afirmou o parlamentar.
Júlio Campos destacou que o quadro político está em constante mudança, citando como exemplo as indefinições dentro do Partido Liberal (PL) e o vai e vem em torno de Wellington Fagundes.
“Há poucos dias, o senador Wellington Fagundes estava muito bem posicionado no PL, depois disseram que o [Jair] Bolsonaro não apoiaria mais, e agora a Michelle Bolsonaro apareceu ao lado dele novamente. Está tudo muito indefinido”, avaliou.
O parlamentar reforçou que o cenário até 2026 pode mudar drasticamente. “Ninguém sabe o que vai acontecer até lá. Não sabemos quem vai estar vivo, quem vai estar doente, quem vai estar preso ou de tornozeleira. A política muda a cada dia”, declarou.
Campos também relembrou exemplos de eleições passadas para sustentar que pesquisas não garantem resultado nas urnas.
“Em 1998, eu liderava até os últimos 30 dias, e o Dante [de Oliveira] venceu por pouco. Nessa eleição, o próprio Instituto Gazeta Dados apontava vitória do Kalil Baracat com 64%, e perdemos por 7 mil votos. Ou seja, pesquisa é um retrato momentâneo”, disse.
Para o deputado, os levantamentos divulgados até o momento refletem apenas um sentimento passageiro do eleitorado, que pode mudar rapidamente. “Hoje uma pesquisa mostra um cenário, amanhã pode ser outro. É preciso ter calma, ainda é muito cedo”, concluiu.
Júlio Campos também comentou a fala recente do governador Mauro Mendes, que comparou deputados a gatos. O parlamentar classificou a declaração como “muito infeliz”.
“Não acredito que ele tenha falado de coração, deve ter sido um momento de explosão. As emendas parlamentares não são para os deputados, são para as prefeituras, entidades e hospitais. Isso faz parte do processo democrático”, pontuou.


