SEM MUDANÇA
Ano eleitoral vai concentrar trabalho no 1º semestre, mas ALMT manterá sessões, diz Max Russi
Renato Ferreira
O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado estadual Max Russi (PSB), afirmou que o Parlamento estadual deve intensificar os trabalhos no primeiro semestre de 2026, em razão do calendário eleitoral, mas descartou qualquer redução no número de sessões legislativas ao longo do ano.
Segundo Russi, anos eleitorais impõem uma dinâmica diferente à rotina dos deputados, que passam a ser mais demandados pelas bases e a cumprir agendas fora da capital. Ainda assim, o presidente garantiu que isso não comprometerá a produtividade da Casa.
“É um ano de eleição, em que os deputados acabam viajando bastante e são muito demandados pelas suas bases, mas tenho certeza de que vamos construir um ano de muito propósito, de muito trabalho, e continuar contribuindo para o desenvolvimento do nosso Estado”, afirmou.
Ao ser questionado sobre a possibilidade de reforço da agenda legislativa antes do início oficial da campanha, Russi explicou que a concentração de esforços no primeiro semestre é uma tendência natural em anos eleitorais, principalmente por causa das restrições impostas pela legislação. Ele lembrou que, nos três meses que antecedem o pleito, ficam vedadas ações como celebração de convênios e determinadas formas de divulgação institucional.
“A legislação eleitoral nos impede de algumas tratativas. Por isso, é natural concentrar um trabalho maior nesses primeiros seis meses. Depois do período eleitoral, o ritmo volta a acelerar para finalizar o ano”, explicou.
Russi também destacou que o fato de o governo estadual estar no final de um ciclo administrativo reduz o envio de projetos mais polêmicos ao Legislativo, o que contribui para um ambiente de pautas menos sensíveis durante o período eleitoral.
Apesar desse cenário, o presidente da ALMT foi categórico ao afirmar que não haverá redução de sessões. Segundo ele, a quantidade de reuniões plenárias será mantida e, se necessário, ampliada. “A mesma quantidade. Não vamos diminuir sessões. As sessões que precisarem ser feitas, iremos fazer”, garantiu.
Ele ressaltou ainda que a Assembleia conta hoje com ferramentas virtuais que permitem a participação dos parlamentares mesmo quando estão fora de Cuiabá, um legado do período da pandemia. “De forma virtual, onde o deputado estiver, ele consegue participar da sessão, votar, se manifestar. Então não temos motivo nenhum para alterar o calendário”, concluiu.


