Duas onças-pintadas foram encontradas mortas após serem atropeladas na rodovia MT-560, no norte de Mato Grosso, trecho que liga os municípios de Tapurah e Sorriso. O caso ganhou repercussão nas redes sociais após a divulgação de um vídeo, nesta sexta-feira (27), pelo perfil “Manual do Soja”, que mostra os felinos no acostamento da estrada, em uma região cercada por áreas de mata e propriedades rurais.
As imagens chamam atenção porque as patas dos animais aparecem cortadas, o que levanta a suspeita de que possam ter sido retiradas para fins comerciais. A prática é considerada crime ambiental. A legislação brasileira proíbe o tráfico e qualquer tipo de exploração de animais silvestres, inclusive a retirada de partes do corpo, conforme estabelece a Lei nº 9.605/1998. As penalidades incluem multa e até reclusão.
Até o momento, não há informações oficiais sobre as circunstâncias do atropelamento nem se o caso foi formalmente comunicado aos órgãos ambientais responsáveis, que devem apurar tanto a dinâmica do acidente quanto a possível mutilação dos animais.
Registros envolvendo onças aumentam neste período
Casos envolvendo onças-pintadas têm sido registrados com maior frequência nesta época do ano em Mato Grosso, seja em áreas urbanas próximas a rodovias, seja em ambientes naturais, como o Pantanal.
Recentemente, um flagrante impressionante da vida selvagem foi divulgado pelo perfil da Jaguar Ecological Reserve, referência em conservação e monitoramento da fauna no Pantanal. As imagens mostram o momento em que uma onça-pintada investe contra um tamanduá, em um episódio que evidencia o ciclo natural entre predador e presa no bioma pantaneiro.
Apesar do ataque, o tamanduá consegue reagir e escapar da investida do felino. O registro é considerado raro pela proximidade e pela nitidez das imagens, que revelam detalhes do comportamento dos animais em seu habitat natural.
O Pantanal é reconhecido como um dos principais refúgios da onça-pintada no mundo. Especialistas apontam que a maior circulação desses animais, aliada a fatores como período reprodutivo e busca por alimento, pode contribuir para o aumento de avistamentos e ocorrências envolvendo a espécie, reforçando a necessidade de preservação ambiental e de atenção redobrada em rodovias que cortam áreas de mata.


