30% DAS EMENDAS ENVIADAS
“Ladrão tem que estar na cadeia”, afirma Jayme sobre acusação de Pivetta sobre propina
Thalyta Amaral e Renato Ferreira
O senador Jayme Campos (União), pré-candidato ao Governo do Estado, voltou a afirmar que não se sentiu atingido pela acusação do governador Otaviano Pivetta (Republicanos) de que um de seus adversários nas eleições de outubro é conhecido por cobrar propina de 30% das emendas enviadas às prefeituras. Para o senador, o caso deve ser investigado. “Ladrão tem que estar na cadeia”.
Pivetta fez a declaração polêmica em um encontro de prefeitos na última semana. Segundo ele, os gestores não vão querer eleger alguém que é conhecido por pedir propina das emendas parlamentares enviadas aos municípios. No entanto, apesar da acusação, Pivetta se recusou a dizer o nome do político que comete esse crime de forma recorrente.
Sem apontar o alvo da denúncia, a acusação se voltou contra dois pré-candidatos ao Governo que são senadores e, portanto, têm o poder de enviar emendas aos municípios: Jayme e Wellington Fagundes (PL).
“Eu espero que não tenha muita gente envolvida nisso aí. Agora, se tiver algum ladrão roubando o erário público, roubando a esperança do povo de Mato Grosso, só resta uma situação: cadeia nele”, enfatizou o parlamentar.
O senador também criticou a postura de Pivetta, que não denunciou a questão aos órgãos de fiscalização para que o caso seja investigado e os envolvidos punidos.
“Essa acusação, eu acho, diante do fato de ele ser um vice-governador, hoje governador em exercício, eu imagino que tem que ser apurado. Até porque você tem que apontar quem de fato é esse cidadão que está pegando 30%. Sem provas é prevaricação”, alfinetou o senador.
“É inadmissível isso acontecer e, não sei, falar por falar, acusar por acusar. Eu imagino que não é uma prática saudável no regime democrático, muito pelo contrário. Quando você fala, você tem que provar. Para mim não serviu a carapuça”, pontuou.


