APÓS DERROTA NO SENADO
Abilio vê incoerência de Lula e atribui rejeição de Messias a posições sobre aborto e 8 de janeiro
Muvuca Popular
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, comentou a rejeição do nome de Jorge Messias para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) pelo Senado Federal e avaliou que a decisão foi resultado de uma combinação de fatores políticos e ideológicos.
Segundo o gestor, a derrota do indicado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva não pode ser atribuída a um único elemento, mas sim a um conjunto de circunstâncias que envolveram articulação política e posicionamentos considerados sensíveis no Congresso Nacional.
“Olha, primeiro, como eu já disse em outras vezes, o Lula fala que não é bom que presidente indique amigos para o Supremo, porém é só isso que ele está fazendo. Ele indicou o Messias, indicou o advogado dele e um colega de vertente ideológica que estava no governo junto. Então ele fugiu da coerência daquilo que falou”, afirmou.
Abilio também citou episódios e posicionamentos atribuídos a Jorge Messias durante sua atuação na Advocacia-Geral da União (AGU), destacando que esses fatores teriam pesado na avaliação dos parlamentares.
“A derrota lá não foi só por isso, mas pela soma de todos os fatores. O Messias teve posicionamentos em temas sensíveis, como o 8 de janeiro e também manifestações que foram interpretadas como favoráveis ao aborto. Esses são temas muito sensíveis para o Congresso, que tem um perfil mais conservador, principalmente em ano eleitoral”, declarou.
O prefeito ainda ressaltou que o ambiente político no Senado influenciou diretamente o resultado da votação. “Nenhum senador tinha interesse de votar a favor de uma pessoa que estivesse envolvida em pautas tão delicadas para a base eleitoral. Isso acabou pesando bastante na decisão final”, disse.
Ao comentar a manifestação do ministro do STF, André Mendonça, que saiu em defesa de Messias, Abilio avaliou que a posição não deve ser interpretada como um movimento político de ruptura.
“Não vejo como traição. Vejo mais como uma proteção de espaço institucional. Ele está dentro do Supremo e, naturalmente, evita criar um conflito interno com alguém que poderia vir a integrar a Corte”, pontuou.
Por fim, o prefeito reforçou que a rejeição do nome indicado pelo governo federal reflete um cenário político mais amplo. “Foi a soma de vários fatores, tanto políticos quanto ideológicos. Isso mostra um Congresso atento a essas pautas e também ao momento eleitoral”, concluiu.


