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IRIA PARA O SEMIABERTO

Mesmo preso, “Russo” comandava facção e movimentou R$ 20 milhões, aponta polícia

Muvuca Popular

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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta terça-feira (5), a Operação Roleta Russa com foco em um integrante da alta hierarquia de facção criminosa identificado como Gilson Rodrigues Santos, conhecido como “Russo”, que estava prestes a deixar o regime fechado.

Segundo o delegado Victor Hugo Caetano de Freitas, da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO/Draco), o investigado atingiria, no dia 1º de maio, os requisitos para progressão ao regime semiaberto. Com o novo mandado de prisão preventiva cumprido na operação, ele permanecerá custodiado.

“Com essa nova ordem judicial, ele não terá a progressão e segue sob custódia pelas investigações de organização criminosa e lavagem de dinheiro”, afirmou o delegado.

Mesmo preso na Penitenciária Central do Estado (PCE), Russo, de acordo com a polícia, continuava comandando atividades da facção, incluindo tráfico de drogas, extorsões e controle territorial em bairros inteiros de Cuiabá.

As investigações apontam que a atuação do grupo ia além do comércio de entorpecentes. Havia imposição de regras em regiões dominadas, cobrança de taxas de comerciantes, controle sobre festas e venda de bebidas, além de punições a quem descumprisse ordens da facção.

Entre os bairros citados pela polícia estão Planalto e Altos da Serra, onde o domínio seria praticamente total. “É um controle completo: desde o tráfico até atividades comerciais e eventos. Quem não segue as regras impostas sofre sanções”, explicou o delegado.

A operação cumpriu 12 ordens judiciais, sendo dois mandados de prisão preventiva, três de busca e apreensão e sete de sequestro de bens e valores. Também foi alvo o primo de Russo, apontado como braço direito fora da prisão.

As investigações revelaram ainda um esquema estruturado de lavagem de dinheiro, com movimentação superior a R$ 20 milhões em cerca de dois anos. Os valores eram pulverizados em diversas contas para dificultar o rastreamento.

De acordo com a Polícia Civil, o dinheiro ilícito era revertido para sustentar a estrutura da facção e também para benefício de familiares do investigado, incluindo aquisição de veículos e imóveis.

A polícia também identificou a atuação de terceiros no esquema financeiro, entre eles uma advogada suspeita de fornecer contas bancárias para a circulação dos recursos.

A Operação Roleta Russa integra a estratégia de combate às facções criminosas com foco na descapitalização dos grupos. As investigações continuam e podem avançar para novos alvos.

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