ENTERRADA NO QUINTAL
“É só cavar o buraco e deixar no jeito”, disse suspeito a empreiteiro ao encomendar cova da esposa; ouça
Muvuca Popular
Jackson Pinto da Silva, de 38 anos, preso em flagrante na terça-feira (5), por matar a empresária Nilza Moura de Sousa Antunes, de 64 anos, chegou a enviar áudios para um empreiteiro enquanto tentava ocultar o corpo da vítima no quintal da residência onde o casal morava. As mensagens revelam que ele buscava “agilizar” um serviço de escavação, alegando que precisava apenas cavar um buraco para instalação de manilhas. O corpo foi enterrado no fundo de uma casa no Parque Cuiabá, na capital.
Nilza foi assassinada com um “enforca-gato”, conforme apontam as investigações da Polícia Civil. O corpo dela foi encontrado enterrado no quintal da casa após o próprio suspeito confessar o crime.
Nos áudios, Jackson demonstra preocupação com o andamento do serviço e afirma que um pedreiro estaria parado aguardando a conclusão da escavação.
“É que eu tô com um pedreiro aqui, parece que nunca vai terminar. É coisa de 20 minutos de serviço, mas o pedreiro tá parado por causa desse serviço”, diz em um dos trechos reproduzidos pela Rádio Cultura na manhã desta quarta-feira (6).
Em seguida, ele tenta minimizar a dimensão da obra e explica o que precisava ser feito no local.
“É só cavar o buraco e deixar no jeito. Quem vai colocar a manilha, o pedreiro mesmo coloca. É só para cavar porque na mão não dá”, afirmou.
De acordo com a delegada da Polícia Civil, Eliane Moraes, Jackson procurou inicialmente a Polícia Civil alegando que estava sendo vítima de golpe e extorsão, além de relatar o desaparecimento da esposa. Durante as investigações, porém, acabou confessando o assassinato.
Segundo a polícia, antes de registrar o desaparecimento, ele ainda enviou uma foto de Nilza para familiares na tentativa de criar a falsa impressão de que ela estava bem.
A investigação aponta que o relacionamento entre os dois durava cerca de 11 anos.
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