Acompanhe nossas noticias

The news is by your side.

CRIME NÃO É BRINCADEIRA

Promotora defende punição exemplar para impedir que casos como lista da UFMT “se perpetuem”

Muvuca Popular

0

O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) instaurou um procedimento administrativo para apurar denúncias de misoginia e violência contra mulheres dentro do curso de Direito da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), após a divulgação de uma lista que classificava estudantes como “mais estupráveis”.

A investigação é conduzida pela promotora de Justiça Claire Vogel Dutra, coordenadora do Núcleo de Enfrentamento à Violência contra a Mulher de Cuiabá. Segundo ela, o caso exige resposta firme das instituições para impedir que situações semelhantes sejam normalizadas ou reproduzidas em outros ambientes acadêmicos.

“Precisamos tomar medidas rígidas para evitar que isso se perpetue. Não só aqui em Cuiabá, mas em outros municípios e estados, para que ninguém veja esse tipo de situação como algo bonito ou que possa ser replicado”, afirmou a promotora para Verde FM na manhã desta segunda-feira (11).

A portaria que determinou a abertura do procedimento foi publicada na última quarta-feira (6). Conforme o Ministério Público, além das denúncias divulgadas pela imprensa, também houve registro encaminhado pela Ouvidoria do órgão.

Claire Vogel destacou que o episódio não pode ser tratado como uma simples “brincadeira de mau gosto”, mas sim como uma conduta grave, com possíveis reflexos criminais e sociais.

“É uma situação que precisa ser fortemente coibida. A impunidade é uma das molas propulsoras da criminalidade. A gente busca uma punição exemplar justamente para evitar novos crimes”, declarou.

Segundo a promotora, o papel do Ministério Público neste primeiro momento é reunir elementos e encaminhar as informações à Polícia Civil, responsável pela investigação criminal aprofundada. Entre os possíveis enquadramentos citados estão crimes contra a honra, cyberbullying e outras práticas relacionadas à violência de gênero.

Ela ressaltou ainda que o caso também exige atuação pedagógica e preventiva junto à universidade e à sociedade.

“O objetivo não é apenas responsabilizar criminalmente, mas mostrar aos jovens que isso não deve ser repetido. Precisamos conscientizar para que comportamentos como esse não sejam vistos como normais”, pontuou.

A promotora lembrou que episódios semelhantes já foram registrados em outras instituições do país, como em faculdades de São Paulo e do Paraná, o que reforça a necessidade de resposta institucional rápida para evitar o efeito de reprodução entre estudantes.

O caso ganhou grande repercussão após a divulgação da suposta lista envolvendo acadêmicos do curso de Direito da UFMT. Um dos estudantes investigados chegou a ser afastado preventivamente pela universidade enquanto os fatos seguem sob apuração.

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.

xLuck.bet - Emoção é o nosso jogo!

Este site usa cookies para melhorar sua experiência. Presumiremos que você está ok com isso, mas você pode cancelar se desejar. Aceitarconsulte Mais informação