GT-MOBILIDADE
Governo impõe prazos de até 60 dias e cria força-tarefa para destravar obras do BRT
Muvuca Popular
Com prazos definidos para entregas que vão de 15 a 60 dias, o Governo de Mato Grosso instituiu um grupo de trabalho emergencial para destravar e acelerar as obras de mobilidade urbana em Cuiabá e Várzea Grande, com foco no sistema Bus Rapid Transit (BRT), além de intervenções viárias e obras complementares.
A medida foi oficializada por meio de decreto publicado em edição extra do Diário Oficial nesta segunda-feira (11) e cria o GT-Mobilidade, estrutura responsável por acompanhar, fiscalizar e propor soluções para os principais entraves das obras em andamento na região metropolitana.
O grupo nasce com a missão de dar resposta rápida a gargalos técnicos, operacionais e contratuais que vêm afetando o cronograma das intervenções, consideradas estratégicas para o sistema de mobilidade urbana das duas cidades.
O decreto estabelece um cronograma considerado rigoroso para a atuação do grupo. Em até 15 dias, deverá ser apresentado um diagnóstico técnico completo das obras em execução.
Na sequência, em até 30 dias, o GT precisa encaminhar ao governador um relatório com propostas de intervenção para destravar os pontos críticos e viabilizar a liberação do corredor principal do BRT.
A meta mais sensível do cronograma prevê a liberação do eixo viário principal em até 60 dias após a publicação do decreto, o que deve ter impacto direto na circulação entre Cuiabá e Várzea Grande.
Além das ações imediatas no corredor principal, o grupo terá até 45 dias para apresentar planos de ataque voltados a obras complementares. Entre elas estão intervenções no entorno do Largo do Rosário, no Complexo Leblon, além de estações, terminais do BRT e melhorias em calçadas e passeios públicos ao longo do trajeto.
O GT-Mobilidade será coordenado pela Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (SINFRA), sob responsabilidade do secretário Marcelo Oliveira, com participação de áreas estratégicas ligadas ao planejamento urbano, articulação institucional e execução das obras.
Também integra a estrutura a Casa Civil, responsável pela articulação político-administrativa entre os órgãos do Executivo estadual.
O decreto ainda permite a participação de técnicos, especialistas e representantes do setor privado e dos municípios, com o objetivo de ampliar o suporte técnico às decisões do grupo.


