Das oito testemunhas inicialmente arroladas, tanto pela acusação quanto pela defesa, todas já foram ouvidas entre terça e quarta-feira (12 e 13). O Ministério Público solicitou a oitiva de uma nova testemunha, que foi intimada e deve prestar depoimento nesta quinta-feira (14). Também pode ser ouvido ainda hoje o réu, antes de o rito processual seguir para a fase de debates entre acusação e defesa.
Na terça-feira (12), foram ouvidas a ex-convivente da vítima, Walkuíria Filipaldi Corrêa; o delegado plantonista da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), no dia da ocorrência, André Eduardo Ribeiro; Gilson Vasconcelos Tibaldi de Amorim Silva; e Walfredo Raimundo Adorno Mourão Júnior, ambos presentes no momento do crime.
Na quarta-feira (13), prestaram depoimento os delegados da Polícia Civil José Ricardo Garcia Bruno, superior hierárquico do réu à época dos fatos, Guilherme Bertoli, André Monteiro e Guilherme Facinelli.
A audiência é conduzida pelo juiz Marcos Faleiros da Silva, da Quarta Vara Criminal da Capital. A acusação é feita pelo promotor de Justiça Vinícius Gahyva Martins, com assistência do advogado Rodrigo Pouso. Já a defesa do réu é realizada pelos advogados Cláudio Dalledone e Renan Canto.
O crime
De acordo com as investigações, na madrugada de 28 de abril de 2023, a vítima chegou acompanhada de um amigo a uma conveniência de um posto de combustível, próximo à Praça 8 de Abril, em Cuiabá. Posteriormente, Mário Wilson também chegou ao local e foi apresentado ao policial militar Thiago de Souza Ruiz.
Imagens de câmeras de segurança registraram os envolvidos conversando momentos antes do crime. Conforme o inquérito, em determinado instante, Thiago Ruiz teria mostrado a arma que portava na cintura. Na sequência, o investigador civil se apoderou do revólver e efetuou os disparos.
Segundo as investigações, o policial civil teria disparado dez tiros em apenas oito segundos contra o militar. Thiago de Souza Ruiz morreu ainda no local.











