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Bruno França: Justiça concede liberdade a delegado e determina afastamento do cargo

Muvuca Popular

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O delegado da Polícia Civil de Mato Grosso, Bruno França Ferreira, teve a liberdade provisória concedida durante audiência de custódia realizada na noite desta sexta-feira (15), em Sorriso.

A decisão foi proferida pelo juiz Arthur Moreira Pedreira de Albuquerque, que determinou medidas cautelares, entre elas o afastamento do cargo público, suspensão do porte de arma de fogo e proibição de se aproximar a menos de 200 metros das vítimas e testemunhas.

O magistrado também proibiu o delegado de frequentar a Delegacia de Sorriso, bares, boates, prostíbulos e estabelecimentos congêneres.

Bruno França foi preso após os episódios registrados na noite da última quarta-feira (13), em Sorriso. Conforme as informações apuradas, o delegado teria apresentado comportamento alterado dentro da residência onde estava e acabou se envolvendo em uma ocorrência com colegas da própria Polícia Civil.

Durante a confusão, um investigador teria efetuado disparos contra o delegado após reação considerada ameaçadora. Bruno França foi atingido nas mãos, conseguiu dirigir até uma unidade de saúde e recebeu atendimento médico. O caso mobilizou equipes da Polícia Militar, Polícia Civil e da Corregedoria-Geral da instituição.

Após a prisão em flagrante, a Corregedoria representou pelo afastamento funcional e pela suspensão do porte de arma do delegado, medidas posteriormente mantidas pela Justiça.

Em nota, o escritório Bezerra & Curado Advogados Associados, responsável pela defesa do delegado, afirmou que Bruno França enfrenta um quadro de grave sofrimento psicológico, agravado por problemas familiares e pelo desgaste emocional decorrente da atuação no combate ao crime organizado na região.

Segundo a defesa, os fatos ocorridos no dia 13 seriam consequência de um quadro severo de estresse emocional e mental.

“O que se seguiu foi uma reação de quem, naquele momento, não estava no pleno exercício de suas faculdades mentais”, afirma trecho da nota divulgada pelos advogados.

A defesa informou ainda que pediu acompanhamento psicológico especializado para avaliação clínica do delegado, solicitação que foi acolhida pelo Judiciário.

O caso segue sob investigação da Corregedoria da Polícia Civil.

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