PREOCUPAÇÃO
Fiemt defende expansão da indústria para o interior e cobra planejamento logístico
Renato Ferreira
O presidente do Sistema Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Rangel, defendeu a expansão do desenvolvimento industrial para regiões do interior de Mato Grosso que ainda não possuem forte presença do agronegócio. Segundo ele, o avanço da industrialização depende de planejamento estratégico, melhorias logísticas e aproveitamento das potencialidades regionais.
Rangel destacou que municípios como Cuiabá, Várzea Grande, Lucas do Rio Verde, Sinop e Primavera do Leste já possuem polos industriais consolidados, mas afirmou que o desafio agora é reduzir as desigualdades econômicas entre as regiões do estado.
“É justamente isso que a gente tem que trabalhar bastante, planejar. O anuário da indústria vai mostrar todas as regiões e o potencial de cada uma delas”, afirmou.
O presidente da Fiemt citou a região Oeste como exemplo de área com potencial de crescimento industrial, especialmente por conta da Zona de Processamento de Exportação (ZPE), além dos investimentos em infraestrutura logística e ferroviária previstos para os próximos anos.
Segundo ele, a ampliação das linhas férreas até Cuiabá, Lucas do Rio Verde e outras regiões pode impulsionar o desenvolvimento econômico de forma mais equilibrada em Mato Grosso.
“A questão da logística e das linhas férreas possibilita que a gente possa desenvolver o Estado como um todo”, pontuou.
Questionado sobre o debate envolvendo a instalação do terminal ferroviário na região de Santo Antônio de Leverger, em vez de Cuiabá, Silvio Rangel afirmou que a definição precisa ser baseada em estudos técnicos e logísticos.
“Quando se fala em logística, precisamos encontrar a melhor alternativa. Isso exige dados técnicos para demonstrar qual seria o melhor local”, explicou.
O dirigente afirmou ainda que o principal objetivo deve ser a redução dos custos do transporte rodoviário até o terminal ferroviário, fator considerado estratégico para garantir competitividade ao setor produtivo.
“Acredito que ainda é necessário um estudo mais aprofundado para definir o local mais adequado para instalação do terminal”, concluiu.


