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TENTATIVA DE APAGAR LEGADO

Abilio rebate ministro de Lula, defende legado de Bolsonaro e cita apoio federal durante pandemia

Muvuca Popular

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O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, rebateu as declarações do ministro dos Transportes feitas durante agenda em Mato Grosso nesta semana e saiu em defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo Abilio, a gestão Bolsonaro foi fundamental para evitar uma crise ainda maior em Cuiabá durante a pandemia da Covid-19 e deixou obras e investimentos importantes para o estado.

As declarações ocorreram após o ministro dos Transportes afirmar, durante entrevista em Cuiabá, que o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro “não fez nada” por Mato Grosso e que os investimentos bilionários em infraestrutura estariam sendo realizados somente na atual gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Ao comentar a fala, o prefeito Abilio Brunini afirmou que a crítica pode ser contestada com declarações dadas pelo ex-prefeito Emanuel Pinheiro durante o período da pandemia.

Segundo Abilio, Emanuel reconheceu publicamente, em entrevistas concedidas na época, que os recursos e ações do governo federal foram importantes para impedir que Cuiabá enfrentasse uma situação ainda mais grave durante a crise sanitária.

“Ela é combatida facilmente com uma fala do próprio Emanuel. Na época da pandemia, ele disse que, se não fosse o presidente Bolsonaro, Cuiabá teria passado uma calamidade”, declarou.

O prefeito também criticou o que classificou como tentativa do governo Lula de “apagar” o legado da gestão Bolsonaro em Mato Grosso.

Durante a entrevista, Abilio afirmou que obras importantes para o estado tiveram início ainda no governo anterior, citando como exemplo ações relacionadas à BR-364 e ao processo que resultou na transferência da concessão para a Nova Rota do Oeste.

“O legado dele está aí até hoje. A própria BR-364, que passou para a Nova Rota do Oeste, começou com o próprio governo Bolsonaro”, afirmou.

Além da defesa política do ex-presidente, Abilio também fez ataques ao governo federal ao mencionar investigações e denúncias nacionais envolvendo aliados do presidente Lula.

Segundo ele, há uma tentativa de desqualificar Bolsonaro enquanto o atual governo enfrenta crises e desgastes políticos.

“A situação do grupo do Lula falar do Bolsonaro é mais ou menos o grupo do Emanuel falar do Abilio. Vinte operações da polícia nas costas e reclamando de uma gestão que não tem nenhuma operação”, disparou.

As declarações reforçam o embate político entre aliados do governo federal e lideranças bolsonaristas em Mato Grosso, estado considerado um dos principais redutos eleitorais conservadores do país.

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