TI SARARÉ
Força-tarefa destrói 29 escavadeiras e impõe prejuízo de R$ 93 milhões ao garimpo ilegal
Muvuca Popular
As operações integradas do Governo Federal na Terra Indígena Sararé, localizada em Mato Grosso, já causaram um prejuízo estimado em R$ 93,3 milhões às organizações envolvidas com o garimpo ilegal de ouro na região. Os números são resultado de 1.090 ações realizadas desde o fim de março por uma força-tarefa composta por ministérios, forças de segurança e órgãos federais.
Segundo o balanço da operação, a maior parte do prejuízo está relacionada à destruição e apreensão de equipamentos utilizados na atividade criminosa. Ao todo, foram inutilizadas ou apreendidas 29 escavadeiras hidráulicas, 284 geradores, 345 maquinários leves, 726 motores de garimpo e 81 motocicletas, além de outros materiais empregados na extração ilegal de minério.
As ações também resultaram na condução de 124 pessoas à Delegacia da Polícia Federal. Deste total, 45 foram presas em flagrante por envolvimento direto com a atividade garimpeira irregular ou por estarem em posse de equipamentos, insumos e materiais utilizados para dar suporte à exploração clandestina dentro da terra indígena.
Outro dado que chamou a atenção das autoridades foi a apreensão de mais de 1,5 tonelada de explosivos. O material era utilizado no chamado “garimpo de filão”, método que consiste na perfuração do solo e fragmentação de rochas para extração de ouro. Além dos impactos ambientais, a prática é considerada de alto risco devido à possibilidade de desabamentos e acidentes graves.
De acordo com o coordenador da operação pela Casa Civil, Nilton Tubino, as ações seguem em andamento para desarticular completamente a estrutura criminosa instalada no território indígena.
“Chegamos à 11ª semana de operações para interromper a extração ilegal de ouro na Terra Sararé. Nossa atuação é contínua e reúne a expertise de todos os órgãos envolvidos na força-tarefa”, afirmou.
A Terra Indígena Sararé abriga cerca de 201 indígenas do povo Nambikwara distribuídos em sete aldeias. Com aproximadamente 67 mil hectares, a área sofreu impactos em cerca de 4,2 mil hectares devido ao avanço do garimpo ilegal nos últimos anos.
A operação de desintrusão tem como objetivo retirar invasores, combater a exploração ilegal de ouro e garantir a proteção do território e da população indígena.


