NA CORRIDA
Ilde descarta desgaste para Paula após operação que teve irmão como alvo da PF
Renato Ferreira
Pré-candidato à presidência da Câmara Municipal de Cuiabá, o vereador Ilde Taques (PSB) afirmou nesta terça-feira (9) que não acredita que a Operação Gemini, deflagrada pela Polícia Federal, cause prejuízos políticos à presidente da Casa, vereadora Paula Calil (PL), na disputa pela Mesa Diretora.
A declaração ocorre após o deputado estadual Faissal Calil (PL), irmão de Paula, figurar entre os alvos da operação que investiga um suposto esquema de comercialização de decisões judiciais, corrupção e lavagem de dinheiro em Mato Grosso.
Apesar da repercussão do caso, Ilde avaliou que a investigação não deve interferir na imagem da presidente da Câmara nem nas articulações para a eleição marcada para agosto.
“Eu sinceramente não acredito. A Câmara Municipal é um órgão independente da Assembleia Legislativa. A presidente Paula faz uma ótima gestão à frente da Casa, com transparência e organizando a estrutura do Legislativo. Não acredito que isso atrapalhe em nada”, afirmou.
O vereador também comentou a discussão sobre possíveis mudanças no Regimento Interno da Câmara para alterar regras relacionadas à eleição da Mesa Diretora. Segundo ele, não há votos suficientes para aprovar a proposta.
“Não tem votos para mudar o regimento. Eu acredito que não haverá apoio suficiente para aprovar essas alterações”, declarou.
Ilde afirmou ainda que a matéria poderá ser colocada em votação antes do recesso parlamentar de julho, mas ressaltou que a tendência é de manutenção das regras atuais.


