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“Absolutamente tranquilo”, diz Alan Porto sobre possível investigação do TCE na Seduc”

Do Local - Renato Ferreira

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O ex-secretário de Estado de Educação e pré-candidato a deputado estadual pelo Republicanos, Alan Porto, afirmou estar tranquilo diante da possibilidade de o Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) ampliar as investigações sobre contratos de aquisição de livros firmados durante sua gestão na Secretaria de Estado de Educação (Seduc).

A declaração foi dada após o presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, sinalizar que a Corte poderá analisar compras realizadas pela rede estadual de ensino, em meio à repercussão das denúncias envolvendo a aquisição de livros pela Secretaria Municipal de Educação de Cuiabá durante a gestão do ex-secretário Amauri Monge. Amauri também já comandou a pasta estadual.

“Eu estou absolutamente tranquilo. A Secretaria de Estado de Educação, durante todos esses anos, teve o Tribunal de Contas acompanhando, teve a Controladoria Geral do Estado acompanhando”, afirmou Alan Porto.

Segundo o ex-secretário, todas as decisões adotadas na Seduc foram baseadas em evidências, planejamento e acompanhamento dos órgãos de controle. Ele destacou que a política educacional implantada nos últimos anos contribuiu para melhorar os indicadores do Estado.

“É uma gestão que foi baseada em evidências, resultados, transparência e eficácia. A gente acredita e respeita os órgãos de controle”, disse.

Questionado sobre as suspeitas levantadas pelo prefeito Abilio Brunini (PL) em relação à compra de livros com possíveis erros e indícios de sobrepreço, o ex-secretário afirmou que não acompanhou os processos da Capital, mas ressaltou que não tem conhecimento de irregularidades na atuação de Amauri na rede estadual.

“Quando teve lá na Secretaria de Estado de Educação, não teve nada que desabonasse a conduta dele, até onde eu sei. Agora, em relação ao que ocorreu no município, eu não tenho nada a declarar, até porque não acompanhei”, declarou.

Alan Porto também citou os avanços alcançados pela educação estadual nos últimos anos, como a melhoria dos índices educacionais, a construção de novas unidades escolares, a implantação das escolas cívico-militares e programas voltados à qualificação dos estudantes.

Ao comentar as críticas relacionadas à compra de livros de educação financeira, o ex-secretário defendeu a aquisição e afirmou que o tema está previsto na Base Nacional Comum Curricular (BNCC) como conteúdo transversal.

“Hoje, 80% das famílias brasileiras estão endividadas. Trabalhar educação financeira é importante dentro do ambiente escolar para ensinar cada estudante a lidar com seu dinheiro. Isso está na Base Nacional Comum Curricular e na Lei de Diretrizes e Bases da Educação”, argumentou.

As declarações foram dadas em meio ao debate sobre a compra de materiais didáticos por órgãos públicos e à expectativa de novas apurações por parte do Tribunal de Contas do Estado.

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