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OPERAÇÃO GEMINI

Faissal vê motivação eleitoral após ser citado em investigação do caso Roberto Zampieri

Muvuca Popular

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O deputado estadual Faissal Calil (PL) utilizou as redes sociais para se manifestar sobre a Operação Gemini, deflagrada pela Polícia Federal no último dia 8, e afirmou que sua atuação no processo investigado ocorreu exclusivamente na condição de advogado especializado em Direito Agrário.

Alvo de mandado de busca e apreensão, o parlamentar afirmou estar tranquilo em relação às investigações e destacou que atua na advocacia há 25 anos, com centenas de processos em tramitação no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) e nos tribunais superiores.

Segundo Faissal, ele foi contratado em janeiro de 2013 para atuar em uma ação possessória envolvendo uma área rural de aproximadamente 6 mil hectares no município de Cláudia. O deputado ressaltou que sua contratação foi formalizada por contrato e que os honorários recebidos foram devidamente declarados.

Ao detalhar o caso, Faissal afirmou que a propriedade foi adquirida na década de 1980 e que, ao longo dos anos, foi alvo de invasões e disputas judiciais. De acordo com ele, seu cliente obteve decisões favoráveis em diversas instâncias, incluindo julgamentos colegiados no Tribunal de Justiça, Superior Tribunal de Justiça (STJ) e Supremo Tribunal Federal (STF).

O parlamentar também rebateu a associação de seu nome ao advogado Roberto Zampieri, assassinado em dezembro de 2023 e cujas mensagens passaram a embasar diversas investigações conduzidas pela Polícia Federal e pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Segundo Faissal, os diálogos atribuídos a Zampieri mencionados na operação não possuem relação com o processo fundiário pelo qual ficou conhecido no caso investigado.

“As mensagens do Roberto Zampieri não têm nada a ver com esse processo. Elas dizem respeito a outro litígio de terras, em que as partes buscavam um acordo para evitar a judicialização”, afirmou.

Ainda conforme o deputado, o processo citado nas conversas foi ajuizado apenas em 2024 e ele atua como advogado da parte ré, tratando-se de uma discussão completamente distinta daquela que motivou sua contratação em 2013.

Faissal também demonstrou estranheza com a divulgação de seu nome no contexto da operação e sugeriu que a repercussão ocorre em um momento politicamente sensível.

“O que traz estranheza é vincular o meu nome a algo que eu não fiz, justamente às vésperas de uma eleição”, declarou.

Por fim, o parlamentar afirmou que colaborou com as autoridades e disse confiar no trabalho da Polícia Federal para esclarecer os fatos.

“Estou muito tranquilo, colaborei com as investigações e confio no trabalho da Polícia Federal”, concluiu.

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